A saída de Marcello Lopes, críticas públicas de Ronaldo Caiado e a postura independente de Romeu Zema ampliam a crise na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e levantam a dúvida: a campanha bolsonarista já subiu no telhado?
A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta seu momento mais turbulento. O marqueteiro Marcello Lopes, amigo pessoal do senador e dono da agência Cálix Propaganda, deixou a coordenação após a revelação de sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, financiador do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro. A saída expôs fragilidades na comunicação e abriu espaço para críticas internas.
O episódio elevou o tom das críticas dentro do bolsonarismo. Setores estratégicos — como evangélicos e representantes do agronegócio — passaram a questionar abertamente a viabilidade da candidatura de Flávio. Nos bastidores, a expressão “subiu no telhado” ganhou força: estaria a campanha já condenada antes mesmo de decolar?
Em meio à crise, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reforçou em entrevista sua postura de independência, deixando claro que não pretende se alinhar automaticamente ao projeto bolsonarista. Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), subiu o tom ao afirmar que um político “contaminado” por banqueiros não tem estatura para ocupar a Presidência da República.
Essas declarações ampliam a sensação de isolamento de Flávio e dificultam a construção de alianças regionais estratégicas. Enquanto isso, o PL avalia alternativas, incluindo a possibilidade de Michelle Bolsonaro assumir protagonismo caso o desgaste do senador se torne irreversível.
A entrada do publicitário Eduardo Fischer, conhecido por campanhas icônicas, tenta dar fôlego à comunicação e reconstruir pontes com empresários e líderes religiosos. Mas a dúvida permanece: a campanha bolsonarista de Flávio Bolsonaro já subiu no telhado ou ainda há espaço para recuperação?
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







