Ex-banqueiro preso acusa Rui Costa, Jaques Wagner e Davi Alcolumbre, mas Polícia Federal rejeita acordo por falta de provas
O Brasil foi sacudido por mais um capítulo explosivo do escândalo do Banco Master. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso há três meses, tentou fechar acordo de delação premiada trazendo nomes de peso da política nacional.
Segundo reportagem da Revista Veja, Vorcaro teria mencionado pagamentos milionários e negócios obscuros envolvendo o senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, e membros do governo Lula, como Rui Costa (ministro da Casa Civil) e Jaques Wagner (senador pelo PT da Bahia). As acusações apontam para favorecimentos em operações de crédito consignado, incluindo o polêmico CredCesta, que ganhou força durante gestões petistas na Bahia.
A delação prometia revelar conexões perigosas entre política e finanças, além de supostos repasses milionários em contas no exterior. No entanto, a Polícia Federal recusou o acordo, alegando que as provas apresentadas não sustentam as acusações. A Procuradoria-Geral da República também se mostrou reticente, reforçando que não há elementos sólidos para homologar a colaboração.
Mesmo sem validação oficial, as revelações de Vorcaro já provocam turbulência em Brasília e podem se tornar munição política nos próximos embates. O caso expõe novamente a fragilidade das relações entre poder econômico e político no país, reacendendo debates sobre corrupção e influência nos bastidores do Congresso e do governo.







