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STF rebate relatório dos EUA sobre liberdade de expressão

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Foto: Divulgação/ STF/ Arte : VVB Sp News

Fachin nega acusações de censura e defende medidas contra ataques digitais à democracia

O relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos, elaborado por parlamentares ligados ao presidente Donald Trump, acusa o ministro Alexandre de Moraes de praticar censura ao suspender perfis de brasileiros nos EUA, alegando que tais medidas ferem a liberdade de expressão.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rebateu o documento afirmando que ele contém “caracterizações distorcidas” das decisões da Corte. Fachin destacou que:

  • A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição de 1988, mas não é absoluta.

  • Em situações específicas, pode haver limitações, sobretudo quando o discurso é usado para justificar crimes previstos em lei.

  • As medidas de Moraes ocorreram em investigações sobre milícias digitais acusadas de ataques contra a democracia e tentativa de golpe de Estado.

➡️ O que é verdade:

  • Houve, de fato, decisões do STF que determinaram a suspensão de perfis e conteúdos considerados parte de ataques coordenados contra instituições brasileiras.

  • A Constituição brasileira protege a liberdade de expressão como direito preferencial.

➡️ O que as autoridades brasileiras negam:

  • Fachin e outros ministros rejeitam a ideia de que tais decisões configuram censura. Segundo eles, tratam-se de medidas excepcionais e fundamentadas em investigações criminais.

  • A acusação de “censura velada e disfarçada” é rechaçada pelo STF, que sustenta que o objetivo foi proteger a ordem democrática e não silenciar opiniões legítimas.

Em resumo, enquanto o relatório norte-americano interpreta as ações como censura, as autoridades brasileiras defendem que se tratam de restrições pontuais e justificadas, aplicadas em casos de abuso da liberdade de expressão para fins criminosos.

Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil Fonte: Agência Brasil

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