CPMI do INSS enfrenta impasse após decisão do STF e convoca autoridades para esclarecer caso Master
A Polícia Legislativa do Congresso Nacional abriu investigação para apurar o vazamento de dados sigilosos do banqueiro Daniel Vorcaro, obtidos pela CPMI do INSS. O senador Carlos Viana reconheceu que houve tentativas de vazamento que poderiam comprometer provas e anunciou medidas para reforçar a segurança das informações.
O ministro André Mendonça, do STF, determinou que a CPMI não tenha acesso aos dados armazenados na sala-cofre até que informações de foro íntimo sejam retiradas. Viana pretende questionar o Supremo sobre quando o material será devolvido.
Na tentativa de evitar embates políticos, o presidente da comissão convocou Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, e Roberto Campos Neto, ex-presidente, para prestar esclarecimentos sobre o caso Master.
Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Sem Desconto, que resultou na prisão de 14 pessoas ligadas ao esquema de fraudes no INSS. O senador prevê novas prisões e destacou a integração da CPMI com órgãos de investigação.
As apurações também envolvem a Igreja Lagoinha, após indícios de ligação de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor afastado, como operador financeiro do Master. A instituição nega vínculos diretos com o banqueiro.
O INSS suspendeu operações de crédito consignado com o Banco C6 devido a cobranças indevidas, exigindo restituição dos valores aos beneficiários.
Carlos Viana defendeu a prorrogação da CPMI além de 28 de março, argumentando que o prazo atual é insuficiente para aprofundar as investigações sobre fraudes na Previdência.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil Fonte: Agência Brasil







