Pesquisa mostra empate técnico entre cinco candidatos, mas situação jurídica do ex-procurador pode redefinir o cenário eleitoral
Uma pesquisa realizada pelo instituto RealTime Big Data revelou um quadro fragmentado na disputa pelas duas cadeiras do Senado Federal destinadas ao Paraná em 2026. O levantamento, feito entre os dias 13 e 17 de agosto com 1.600 eleitores, mostra Deltan Dallagnol (Novo) na liderança com 19% das intenções de voto. Contudo, o ex-procurador da Lava Jato está inelegível, o que coloca em dúvida a viabilidade de sua candidatura.
Logo atrás aparecem Alexandre Curi (Republicanos) e Filipe Barros (PL), ambos com 17%, seguidos por Gleisi Hoffmann (PT) com 15% e Cristina Graeml (PSD) com 13%. Dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, todos estão tecnicamente empatados, tornando a disputa aberta e imprevisível.
A situação jurídica de Dallagnol é o fator mais delicado. Após ter o mandato de deputado cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele tenta obter uma declaração de elegibilidade junto ao TRE-PR, mas especialistas avaliam que a manobra dificilmente prosperará, já que a decisão de inelegibilidade partiu da instância máxima da Justiça Eleitoral.
Caso sua candidatura seja vetada, os votos que concentra (19%) precisariam ser redistribuídos entre os demais concorrentes, o que pode alterar significativamente o equilíbrio da disputa. Como a pesquisa não simulou um cenário sem sua presença, não é possível projetar quem se beneficiaria diretamente de sua saída.
O quadro atual reforça a incerteza: com cinco nomes competitivos e a questão jurídica em aberto, o Paraná deve protagonizar uma das disputas mais acirradas para o Senado em 2026.
⚠️ Nota: Os resultados apresentados são de pesquisa eleitoral e não representam resultados oficiais. A confirmação de candidaturas e eventual inelegibilidade cabe exclusivamente à Justiça Eleitoral.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







