De Trump a Milei e agora Santiago Peña, o Lulopetismo tenta vender como “defesa do Estado” aquilo que, na prática, é irresponsabilidade diplomática usada como peça de campanha
Na visão deste autor, a narrativa de “soberania” tem sido usada como bandeira política pelo Lulopetismo. Contudo, ao observar os fatos recentes, parece indicar que essa postura trouxe mais crises diplomáticas do que benefícios ao Brasil.
Primeiro, Trump
O confronto começou com os Estados Unidos. Lula criticou Donald Trump em discursos e entrevistas, e a resposta veio em forma de tarifas pesadas sobre produtos brasileiros. O “tarifaço” de 25% atingiu 18% das exportações (US$ 7,4 bilhões), ampliou o déficit comercial em 35% e obrigou o governo a lançar um socorro emergencial de R$ 18,5 bilhões. O Lulopetismo apresentou isso como “defesa do Estado”, mas, na análise deste articulista, tratou-se de uma postura diplomática arriscada e de alto custo econômico.
Depois, Milei
Na Argentina, divergências políticas se transformaram em ataques pessoais contra Javier Milei. O resultado foi o enfraquecimento da relação bilateral e o desgaste dentro do Mercosul. Em vez de fortalecer a integração regional, o Brasil passou a ser visto como um parceiro instável, guiado por ideologia e bravatas. Mais uma vez, a narrativa de “soberania” foi usada como bandeira de campanha, mas, na prática, significou isolamento e perda de influência.
Agora, Santiago Peña e o Paraguai
Em julho de 2026, Lula reacendeu feridas históricas ao mencionar a Guerra da Tríplice Aliança, afirmando que “um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil”. A reação foi imediata: Assunção convocou o embaixador brasileiro, exigiu respeito à memória nacional, e o Congresso paraguaio repudiou as declarações. Houve até cobrança pela devolução de troféus de guerra. O episódio fragilizou ainda mais a posição brasileira no Mercosul e expôs, na visão deste autor, a irresponsabilidade da narrativa lulopetista.
Comparações históricas
| Governo | Postura Diplomática | Resultado |
|---|---|---|
| Itamar Franco (1992–94) | Discrição e pragmatismo | Reconstrução de credibilidade |
| FHC (1995–2002) | Integração global | Expansão de acordos comerciais |
| Temer (2016–18) | Moderação | Estabilidade mesmo em crise |
| Lula (2023–26) | Confronto ideológico | Crises com EUA, Argentina e Paraguai |
A farsa da soberania
O Lulopetismo tenta vender a narrativa de “defesa do Estado” e usa o discurso de “soberania” como arma eleitoral. Mas, segundo análise jornalística, o que chamam de soberania é, na prática, uma postura diplomática que compromete alianças estratégicas. Soberania verdadeira é proteger os interesses nacionais sem isolamento.
Conclusão
Primeiro Trump, depois Milei e agora Santiago Peña: três crises diplomáticas em sequência que custaram bilhões em exportações, afastaram investidores e fragilizaram o Brasil na região. O que o Lulopetismo chama de defesa da pátria é, na prática, uma narrativa eleitoreira de irresponsabilidade.
O Brasil precisa de liderança que saiba negociar sem submissão, mas também sem isolamento. A verdadeira soberania se constrói com diplomacia séria, respeito histórico e pragmatismo não com discursos inflamados que reacendem feridas e criam crises desnecessárias.
“O importante é estar bem com o patrão chinês.”
Por Jorge Ramos – Jornalista, comentarista político, articulista e cronista, especialista da CBO Fipe, consultor financeiro e securitário, graduado em administração/gestão pública, com extensão em marketing político-eleitoral e pós-graduado em direito constitucional.







