Tentativa da PF e da PGR de redistribuir o caso não prosperou; relatoria segue com o ministro indicado por sorteio eletrônico
Brasília – O ministro André Mendonça permanecerá como relator do inquérito que investiga Luís Cláudio Lula da Silva, o “Lulinha”. A tentativa de retirar o caso de suas mãos, articulada pela Polícia Federal e apoiada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), não prosperou. O sistema eletrônico do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a distribuição para Mendonça, frustrando a manobra.
A PF alegava que os fatos apurados não tinham relação direta com os processos já conduzidos por Mendonça sobre fraudes no INSS. Segundo a corporação, as suspeitas contra Lulinha envolvem suposta atuação para beneficiar o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em negociações ligadas ao mercado de cannabis medicinal. A PGR endossou o pedido de redistribuição.
Apesar da pressão, o sorteio eletrônico prevaleceu. No dia 30 de julho, Mendonça autorizou a abertura do inquérito, que apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O episódio expõe a disputa interna em torno da relatoria de casos sensíveis e reforça a importância do sorteio eletrônico como mecanismo de imparcialidade dentro da Corte.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil/ Fonte: STF







