Governo Ortega avança em reforma constitucional que elimina oposição das eleições
A Nicarágua adia para setembro a votação da reforma constitucional que exclui a oposição das urnas. O presidente Daniel Ortega e sua copresidente Rosario Murillo reforçam o controle político, marcando a transição definitiva para um regime totalitário.
Principais Pontos
Reforma constitucional adiada: votação prevista para setembro, após consultas diplomáticas.
Objetivo da reforma: excluir partidos de oposição das eleições, atendendo ao pedido de Ortega.
Anúncio oficial: feito por Rosario Murillo, copresidente e esposa de Ortega.
Diplomacia envolvida: proposta apresentada ao corpo diplomático em Manágua, em encontro descrito como “respeitoso e amigável”.
Declaração de Ortega: afirmou que “não haverá mais eleições” e acusou a oposição de ser submissa aos EUA.
Histórico político: Ortega governa desde 2006, após ter sido eleito em 1984 e derrotado em 1990. Desde então, venceu sucessivas eleições (2011, 2016 e 2021), todas criticadas por falta de liberdade e justiça. Murillo tornou-se vice-presidente em 2017 e foi elevada a copresidente em 2025.
Significado
A medida representa a consolidação de um regime totalitário, com eliminação da oposição e concentração absoluta de poder nas mãos de Ortega e Murillo. A comunidade internacional observa com preocupação o avanço autoritário e o fim da democracia na Nicarágua.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







