Propostas que tratam da jornada de trabalho, criminalização da misoginia e mudanças no frete seguem sem definição no Senado e na Câmara
Às vésperas do recesso parlamentar, o Congresso Nacional acumula pautas de grande impacto social e econômico sem definição. Entre elas estão a PEC 6×1, que reduz a jornada de trabalho, o PL da Misoginia, que criminaliza práticas discriminatórias contra mulheres, e a MP do Frete, que altera regras para caminhoneiros. A falta de avanço coloca em risco a validade de medidas provisórias e adia debates considerados centrais para o segundo semestre.
Principais pontos
PEC 6×1: aprovada na Câmara em maio, reduz jornada de 44 para 40 horas semanais e extingue a escala 6×1. Está parada no Senado e deve ficar para o segundo semestre.
PL da Misoginia (PL 896/2023): criminaliza a misoginia, equiparando-a ao racismo. Já aprovado no Senado, mas ainda sem votação na Câmara, onde divide opiniões.
MP do Frete (MP 1.343/2026): altera a política de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. Inclui anistia para multas de caminhoneiros. Pode perder validade em 16 de julho se não for votada no Senado.
Outros projetos: Câmara analisa medidas como instalação de câmeras de reconhecimento facial em locais públicos e cassação da CNH de quem abandonar animais. Senado discute créditos emergenciais, incluindo R$ 10 bilhões para subsidiar o diesel e R$ 1,3 bilhão para ações em Minas Gerais após chuvas.
Em resumo: o Congresso se aproxima do recesso sem votar três temas centrais — PEC da jornada de trabalho, PL da misoginia e MP do frete — além de outras medidas provisórias relevantes.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







