Medida começa com o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel e será ampliada conforme a estabilização do preço internacional do petróleo
O governo federal iniciou nesta semana a retirada gradual dos subsídios concedidos aos combustíveis durante a alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. A primeira medida foi o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, já em vigor desde 1º de julho.
Apesar disso, permanecem ativos outros incentivos: R$ 1,12 por litro do diesel, R$ 0,44 por litro da gasolina, além de benefícios para o gás de cozinha (GLP), biodiesel e querosene de aviação.
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão foi possível graças à queda do preço internacional do petróleo, que retornou a patamares próximos aos anteriores ao conflito, após acordo parcial de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
Equilíbrio fiscal: A retirada dos subsídios busca preservar as contas públicas e garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026. O governo destacou que manter os benefícios por mais tempo poderia pressionar o orçamento, já que os incentivos foram criados em caráter emergencial em março e financiados pela arrecadação extra obtida com a valorização da commodity.
Próximos passos: Se os preços do petróleo permanecerem estáveis, a expectativa é reduzir gradualmente os incentivos ao diesel e à gasolina nas próximas semanas, sem impacto significativo ao consumidor final.







