Como escândalos e crimes se repetem na história do partido, sempre maquiados por afastamentos e renúncias
O fio condutor da corrupção
Desde o início dos anos 2000, o Partido dos Trabalhadores acumula episódios que marcaram a política brasileira com suspeitas de corrupção e práticas criminosas. O assassinato de Toninho do PT em Campinas (2001) e de Celso Daniel, prefeito de Santo André (2002), foram interpretados por críticos como os primeiros sinais de irregularidades ligadas a contratos de transporte público.
Esses casos abriram caminho para uma sequência de escândalos: o Mensalão, com José Dirceu apontado como o “cérebro” do esquema; a Operação Lava Jato, que levou à prisão de diversas lideranças, incluindo o ex-presidente Lula — posteriormente “descondenado” pelo STF por falhas processuais; e, mais recentemente, novos episódios envolvendo figuras centrais do partido.
Os casos recentes
Jaques Wagner: senador pelo PT, alvo da Operação Compliance Zero, acusado de receber vantagens indevidas do Banco Master e do banqueiro Daniel Vorcaro, como um apartamento de R$ 2,5 milhões e propina de R$ 3,5 milhões. Em meio às pressões, deixou a liderança da bancada no Senado.
Senival Moura: vereador em São Paulo, preso sob suspeita de ligação com o PCC e de usar a empresa de ônibus Transunião para lavagem de dinheiro. A concessão da empresa foi assinada na gestão de Fernando Haddad, então prefeito de São Paulo e hoje pré-candidato ao governo estadual.
Assim como no caso de Celso Daniel, o setor de transporte coletivo aparece novamente como pano de fundo para suspeitas de corrupção e práticas ilícitas.
Afastamento político x responsabilidade criminal
O padrão é recorrente: quando surgem denúncias, o partido se afasta dos envolvidos, que renunciam a cargos ou deixam a sigla. Essa estratégia busca preservar a imagem institucional, mas não tem efeito jurídico. Investigações e processos continuam, e se houver provas, a Justiça deve responsabilizar os indivíduos.
O afastamento é, portanto, um gesto político, não uma solução legal. A história mostra que, do mensalão à Lava Jato, de Celso Daniel a Senival Moura, de José Dirceu a Jaques Wagner, o partido repete a mesma fórmula: maquiar crises com renúncias e desligamentos, sem resolver a questão central.
Conclusão
A trajetória do PT revela uma linha contínua de escândalos e suspeitas, sempre acompanhada de estratégias de afastamento para tentar blindar a legenda. Mas a verdade é simples:
“O afastamento dos cargos e ou sigla isenta os crimes”? Vai Vendo Brasil.
Por Jorge Ramos – Jornalista, comentarista político, articulista e cronista, consultor financeiro e securitário, graduado em administração/gestão pública com extensão em marketing político-eleitoral e pós-graduado em direito constitucional.







