Empresa Transunião, alvo da investigação, teve concessão assinada na gestão Haddad
O vereador Senival Moura (PT-SP) foi preso em 25 de junho de 2026 na Operação Última Parada, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Ele é acusado de ser controlador oculto da empresa Transunião, concessionária de ônibus que teria sido usada pelo PCC para lavagem de dinheiro.
A Justiça bloqueou R$ 194 milhões em contas bancárias, além de veículos, imóveis e embarcações. Outros empresários ligados à Transunião também foram detidos.
A concessão na gestão Haddad
A Transunião recebeu concessão para operar linhas de ônibus na Zona Leste de São Paulo durante a gestão do então prefeito Fernando Haddad (PT), entre 2013 e 2016.
O contrato fazia parte da reorganização do sistema de transporte coletivo, que dividiu a cidade em áreas operacionais.
A empresa passou a atender cerca de 262 mil passageiros por dia em mais de 50 linhas.
O processo de licitação foi marcado por atrasos, suspensões do Tribunal de Contas e contratos emergenciais, criando espaço para empresas se consolidarem no sistema.
Segundo o Ministério Público, o PCC teria injetado recursos ilícitos para elevar o capital da Transunião e adequá-la às exigências do certame, infiltrando-se na empresa anos após a assinatura da concessão.
Reações políticas
PT-SP: O diretório municipal afirmou que não compactua com crime organizado e encaminhou o caso à Comissão de Ética.
Fernando Haddad: Declarou que “questões éticas não são partidárias” e defendeu investigação sem seletividade.
Prefeitura atual: O prefeito Ricardo Nunes (MDB) determinou intervenção na Transunião para garantir a continuidade do transporte.
Consequências possíveis
Políticas: O caso gera desgaste para o PT em São Paulo, especialmente em ano eleitoral.
Judiciais: A prisão de Moura é temporária, mas pode ser convertida em preventiva.
Administrativas: A SPTrans assumiu temporariamente a gestão da empresa para evitar prejuízo à população.
Em resumo: a prisão de Senival Moura expôs um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e trouxe repercussões políticas para o PT, já que a empresa envolvida foi contratada durante a gestão Haddad.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







