Saída de Kataguiri e Serra fortalece a polarização e aumenta a chance de definição imediata.
A corrida pelo governo de São Paulo sofreu uma mudança significativa com a desistência de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB). Ambos anunciaram que não seguirão na disputa estadual, preferindo candidaturas à Câmara dos Deputados.
Segundo pesquisas recentes, Kataguiri e Serra somavam juntos cerca de 10% das intenções de voto. Com suas saídas, o cenário se estreita e pode resultar em uma disputa inédita, com apenas dois candidatos de partidos com representação na Câmara.
O levantamento da Quaest, divulgado em 29 de abril, mostrava Tarcísio liderando com 38% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad, com 26%. Kataguiri e Serra apareciam com 5% cada. A retirada desses nomes abre espaço para que a eleição seja decidida já no primeiro turno, caso o líder consiga absorver parte dos votos dos desistentes.
Análise da redistribuição dos votos:
Eleitores de Kataguiri (perfil liberal e jovem): tendem a se dividir, mas a maior parte pode migrar para Tarcísio, reforçando sua liderança.
Eleitores de Paulo Serra (perfil tucano tradicional): historicamente próximos ao PSDB, podem se inclinar a apoiar Tarcísio, já que o partido não terá candidato competitivo.
Impacto em Haddad: embora parte dos votos de Kataguiri e Serra possa se dispersar, Haddad pode conquistar uma fatia menor, especialmente entre eleitores indecisos ou contrários ao governo atual.
Cenário provável: se Tarcísio absorver a maior parte desses 10%, pode ultrapassar a barreira dos 50% e vencer no primeiro turno.
Essa reorganização fortalece a polarização e exige estratégias rápidas das campanhas para conquistar os eleitores órfãos dos desistentes. A disputa, que antes parecia caminhar para o segundo turno, agora pode ter um desfecho antecipado.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







