Medida, defendida inicialmente por Haddad e Janja, é considerada ineficaz e corrigida pelo presidente para ampliar acesso ao consumo
Criada em 2024, a “taxa das blusinhas” estabelecia imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida foi defendida pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pela primeira-dama Janja, como forma de proteger o varejo nacional e estimular a indústria.
Impactos negativos
Segundo a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), durante a vigência da taxa houve:
Aumento de preços ao consumidor sem contrapartida em geração de empregos.
Benefícios concentrados no varejo nacional, que reajustou preços acima da inflação.
Redução do poder de compra da população de menor renda, que depende do e-commerce internacional.
A decisão de Lula
Em maio de 2026, Lula anunciou a revogação da taxa, afirmando que a medida não cumpriu seus objetivos e gerou distorções. A decisão foi celebrada por plataformas digitais e consumidores, mas criticada por entidades industriais como a CNI e a Abit, que alegam perda de competitividade frente às empresas estrangeiras.
Repercussão política
Base governista: deputados e senadores aliados destacaram que Lula corrigiu uma distorção e reforçou o compromisso com o consumo popular.
Oposição: partidos como PL e Republicanos criticaram a mudança, afirmando que o governo cedeu à pressão das plataformas internacionais e enfraqueceu a indústria nacional.
Centrão: parlamentares do bloco se dividiram; alguns apoiaram a revogação por atender ao eleitorado de baixa renda, enquanto outros defenderam compensações para o setor produtivo.
Em resumo: a medida, inicialmente defendida por Haddad e Janja, acabou sendo revista por Lula diante da pressão social e da constatação de que não trouxe os resultados prometidos. A revogação abre novo embate político entre governo, oposição e indústria nacional.







