Áudio divulgado mostra Flávio Bolsonaro pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O senador confirmou a autenticidade, mas afirma que se trata de patrocínio privado. O caso ganha repercussão porque Vorcaro está preso por suspeita de fraudes bilionárias.
O caso
Um áudio divulgado pelo The Intercept Brasil e repercutido por veículos como G1 e Extra expôs o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia internacional sobre Jair Bolsonaro. Na gravação, Flávio cobra parcelas atrasadas e alerta para o risco de “dar calote” em nomes renomados do cinema norte-americano.
O conteúdo do áudio
Em um dos trechos, Flávio afirma: “Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está num momento muito decisivo do filme e, como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado.”
Em outro momento, acrescenta: “Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh]. Os caras renomadíssimos lá no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim.”
O filme
Título: Dark Horse
Tema: trajetória política de Jair Bolsonaro, especialmente a campanha de 2018
Equipe: roteiro de Mário Frias (PL-SP, ex-secretário da Cultura), direção de Cyrus Nowrasteh, protagonismo de Jim Caviezel como Bolsonaro
Previsão de lançamento: segundo semestre de 2026
Valores envolvidos
Segundo documentos revelados, Vorcaro já havia desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025. O contrato previa até R$ 134 milhões (US$ 24 milhões) para a produção.
⚖️ Repercussão política
Flávio Bolsonaro confirmou a autenticidade do áudio, mas alegou que se trata de “patrocínio privado para filme privado”, sem uso de recursos públicos.
O caso ganhou força porque Vorcaro foi preso na Operação Compliance Zero, acusado de fraudes bilionárias e corrupção.
O PT divulgou o áudio em suas redes sociais, incentivando militantes a compartilharem.
Em resposta, Flávio pediu a instalação de uma CPI do Banco Master, alegando que sua relação com Vorcaro foi apenas privada.







