Suspensão de Marcel Van Hatten, Zé Trovão e Marcos Polon contrasta com casos de deputados de esquerda, como Glauber Braga, que não tiveram afastamento imediato mesmo diante de acusações mais graves.
A medida disciplinar, que os afasta temporariamente das atividades parlamentares sem perda de mandato, gerou forte reação e abriu espaço para críticas sobre a aplicação desigual de sanções. Muitos parlamentares e analistas apontam que, em outras ocasiões, deputados de esquerda envolvidos em episódios considerados mais graves não receberam punições equivalentes, configurando o que se chama de “dois pesos e duas medidas”.
Um exemplo recente é o caso de Glauber Braga (PSOL-RJ). Em 2024, o deputado foi acusado de agressão a um militante do MBL e de ocupar a Mesa Diretora. O Conselho de Ética aprovou sua cassação por 13 votos a 5, mas a decisão dependia de confirmação pelo plenário e não resultou em afastamento imediato. Durante o processo, Glauber iniciou uma greve de fome e recebeu apoio de colegas do PSOL e PT, que obstruíram votações em plenário.
Além disso, outros parlamentares de esquerda já protagonizaram protestos internos e ocupações de plenário sem que houvesse suspensão efetiva. Para críticos, isso evidencia seletividade política na aplicação das sanções. Já os defensores da decisão afirmam que atos como a ocupação da Mesa Diretora inviabilizam o funcionamento da Câmara e configuram quebra de decoro.
O episódio expõe não apenas a tensão entre governo e oposição, mas também a necessidade de maior clareza e consistência nos critérios de julgamento do Conselho de Ética.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil / Fonte: Câmara dos Deputados







