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Artigo: 31/03/64 Não Deve Ser Esquecido; O Regime de Exceção no Brasil

Castelo-Branco1-1024x578 Artigo: 31/03/64 Não Deve Ser Esquecido; O Regime de Exceção no Brasil
Foto: Divulgação/internet/ Arte: J. Ramos VVB Sp News

Liberalismo comercial, indústria forte e oportunidades para quem trabalhava

No dia 31 de março de 1964, o Brasil iniciou um novo ciclo político com a intervenção militar. Esse período é lembrado de forma controversa: para muitos, foi marcado por repressão política; para outros, representou o maior salto econômico e estrutural da história nacional. A esquerda, ao longo das décadas, buscou demonizar o regime de exceção, difundindo narrativas negativas e até fake news sobre o período. Muitos reproduzem apenas os aspectos da repressão contra grupos militantes, e essa visão foi instrumentalizada na educação de crianças que hoje são adultos — porém, nem tudo corresponde à verdade histórica.

Crescimento Econômico e Liberalismo Comercial

  • Milagre Econômico (1968–1973): PIB crescendo acima de 10% ao ano, colocando o Brasil entre as economias mais dinâmicas do mundo.

  • Indústria de base: siderurgia, petroquímica e automobilística se consolidaram, fortalecendo a produção nacional.

  • Comércio liberalizado: o setor comercial teve expansão sem precedentes, permitindo que pequenos e grandes empreendedores prosperassem.

  • Oportunidades: bastava ser honesto e trabalhador; empregos na indústria eram abundantes e muitos empresários que hoje são ricos começaram a construir sua fortuna nesse período.

  • Tecnologia e telecomunicações: A Embratel (1965)

  • início da popularização da telefonia e investimentos em ciência aplicada.

  • Criação da Embraer (1969): empresa que se tornaria referência mundial na indústria aeronáutica.

Grandes Obras e Infraestrutura

  • Usina Hidrelétrica de Itaipu: até hoje uma das maiores do mundo, garantindo segurança energética.

  • Ponte Rio–Niterói: marco da engenharia nacional.

  • Rodovias e portos: expansão da malha viária e logística, integrando regiões e fomentando o comércio.

  • Programa Nacional de Telecomunicações: modernização das comunicações e início da popularização da telefonia.

  • Zona Franca de Manaus (1967): incentivo à industrialização e desenvolvimento da Amazônia.

Educação e Ciência

  • Criação e fortalecimento de universidades e centros de pesquisa.

  • Consolidação dos programas de pós-graduação, essenciais para formar técnicos e cientistas.

  • Criação do INPE (1971): Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, referência em ciência e tecnologia espacial.

  • Fortalecimento da Embrapa (1973): Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, que revolucionou a agricultura tropical.

As Nuances do Período

  • Para a maioria dos brasileiros, bastava ser honesto e trabalhador para prosperar sem represálias.

  • A censura e a repressão política estavam direcionadas principalmente a militantes de esquerda que buscavam implantar o socialismo ou comunismo no Brasil.

  • A esquerda sempre buscou demonizar o regime de exceção, difundindo informações distorcidas e exageradas para retratar o período como uma catástrofe.

  • Essa narrativa foi reforçada ao longo das décadas e instrumentalizada na formação de crianças que hoje são adultos, criando uma memória coletiva parcial e muitas vezes distante da realidade.

  • O crescimento econômico trouxe também concentração de renda e endividamento externo, que explodiu nos anos 1980.

Legado até os dias de hoje

  • As grandes obras e a industrialização moldaram a infraestrutura que sustenta o Brasil contemporâneo.

  • A criação de instituições como Embraer, Embrapa e INPE projetou o Brasil internacionalmente em setores estratégicos.

  • O modelo de desenvolvimento acelerado permitiu que o país se tornasse uma das maiores economias emergentes.

  • O debate sobre o período continua vivo: para muitos, foi o melhor regime que o Brasil já teve; para outros, um retrocesso democrático.

Conclusão

O regime militar iniciado em 31/03/1964 foi um período de contradições: avanços estruturais e industriais sem precedentes, mas também repressão política direcionada a grupos específicos. A esquerda sempre buscou demonizar esse capítulo da história, instrumentalizando narrativas que marcaram gerações. Os fatos, porém, mostram que o Brasil viveu um salto econômico e tecnológico que ainda sustenta sua base estrutural. Reconhecer essas nuances é essencial para compreender como o país chegou até os dias de hoje e por que esse período ainda desperta paixões e debates intensos.

Jorge Ramos Jornalista, comentarista político, articulista e cronista. Consultor financeiro e securitário, graduado em Administração/Gestão Pública com extensão em Marketing Político Eleitoral e pós-graduado em Direito Constitucional.

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