Ex-governador deixa o cargo para concorrer ao Senado; eleição indireta definirá governador-tampão
O cenário político do Rio de Janeiro ganhou novos contornos com a renúncia de Claudio Castro ao governo estadual em 23 de março de 2026. A decisão foi tomada para viabilizar sua candidatura ao Senado nas eleições de outubro.
Com a saída de Castro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assumiu interinamente o comando do Executivo. A legislação prevê que, em até 30 dias, os 70 deputados estaduais realizem uma eleição indireta para escolher um governador-tampão que conduzirá o estado até o pleito.
A situação é marcada por outras vacâncias: o vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir vaga no TCE-RJ, e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está afastado por prisão decorrente da Operação Unha e Carne.
Paralelamente, Claudio Castro responde a processo no Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2022. O Ministério Público Eleitoral aponta contratações irregulares na Ceperj e na Uerj, além da descentralização de recursos para entidades externas, resultando em mais de 27 mil contratações e gastos de R$ 248 milhões.
Além de Castro, também são réus Thiago Pampolha, Rodrigo Bacellar e Gabriel Rodrigues Lopes. O julgamento, retomado em 24 de março, pode definir o futuro político do ex-governador.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil Fonte: Agência Brasil







