Procurador aponta irregularidades na gestão de Márcio Pochmann e alerta para risco à credibilidade das estatísticas oficiais
O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), protocolou representação pedindo o afastamento cautelar de Márcio Pochmann, atual presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o documento, a gestão de Pochmann estaria marcada por conflitos internos, substituições em cargos técnicos estratégicos e exonerações de servidores especializados, o que configuraria ingerência indevida na esfera técnico-científica do órgão.
Outro ponto de preocupação é a proposta de criação da Fundação IBGE+, que teria autonomia para captar recursos próprios e atuar em áreas sensíveis de produção de dados oficiais. Para o procurador, essa iniciativa extrapola as atribuições do instituto e pode comprometer a credibilidade das estatísticas nacionais, como o PIB e os índices de inflação.
A representação conclui que o ambiente conflituoso e as mudanças promovidas pela atual gestão prejudicam tanto o funcionamento interno quanto a confiança externa no IBGE, instituição responsável por dados fundamentais para políticas públicas e decisões econômicas.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







