Direita de Keiko Fujimori desponta como favorita e pode consolidar virada conservadora na Ibero-América
Peru – Eleição decisiva
O Peru realiza neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais.
Keiko Fujimori (direita): terminou o primeiro turno com 17,1% dos votos e chega como favorita.
Roberto Sánchez Palomino (esquerda): obteve 12,0% e tenta reverter a vantagem.
O próximo presidente será o nono em dez anos, reflexo da instabilidade política.
A vitória de Keiko representaria não apenas a retomada da direita no Peru, mas também um marco no realinhamento regional.
🇨🇴 Colômbia – Virada possível
Primeiro turno: 31 de maio de 2026.
Segundo turno: 21 de junho de 2026.
Candidatos: Abelardo de la Espriella (direita, 43,7%) e Iván Cepeda Castro (esquerda, 40,9%). Caso a direita vença, a Colômbia se somará ao bloco conservador, ampliando o isolamento da esquerda.
🇨🇱 Chile – Direita já no poder
Data: 11 de março de 2026.
Novo presidente: José Antonio Kast (direita), sucedendo Gabriel Boric (esquerda).
Presenças: Flávio Bolsonaro, Javier Milei e María Corina Machado.
Ausência: Lula não compareceu; o Brasil foi representado apenas pelo chanceler Mauro Vieira.
Kast já iniciou medidas duras contra criminalidade e imigração irregular, consolidando a guinada conservadora.
🇨🇺 Cuba – Exceção totalitária
Cuba permanece sob um regime de esquerda de caráter totalitário, liderado pelo Partido Comunista.
Apesar das mudanças em outros países, segue como bastião da esquerda, mas isolada frente ao avanço conservador.
🇧🇷 Brasil – Eleições em outubro
Data prevista: outubro de 2026.
Contexto: ainda é cedo para afirmar resultados, mas analistas indicam que a esquerda pode permanecer no poder, o que significaria mais quatro anos de atraso econômico e social segundo críticos.
O pleito será decisivo para definir se o Brasil seguirá alinhado ao bloco progressista ou se acompanhará a onda conservadora que avança na região.
Cenário regional
Com a vitória da direita no Peru e na Colômbia, restariam apenas três países ibero-americanos governados pela esquerda: Brasil, México e Cuba.
O Chile já virou à direita com Kast, e a Colômbia pode ser a próxima mudança.
Esse movimento fortalece alianças conservadoras no Cone Sul e aumenta a influência dos EUA, enquanto reduz o espaço da esquerda na região.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







