Empresários ligados à marca líder em produtos de limpeza destinaram R$ 1 milhão ao então candidato em 2022, e a empresa enfrentou condenação por assédio eleitoral e suspensão de produtos pela Anvisa
Condenação por assédio eleitoral
Além das contribuições financeiras, a Ypê foi alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho após promover uma live interna com conteúdo pró-Bolsonaro durante o período eleitoral. Em 2024, o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas) condenou a empresa por assédio eleitoral, impondo multa de R$ 100 mil por infração caso voltasse a realizar propaganda política dentro do ambiente corporativo.
Problemas regulatórios
Mais recentemente, em maio de 2026, a Anvisa determinou a suspensão de lotes de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da Ypê, alegando falhas graves nos sistemas de qualidade e risco de contaminação microbiológica. A agência recomendou que consumidores interrompessem imediatamente o uso dos produtos afetados.
Debate sobre perseguição
A ligação da família Beira com Bolsonaro reacendeu discussões sobre possível perseguição política contra a empresa. Críticos apontam que as medidas da Anvisa poderiam ter motivação política, enquanto especialistas ressaltam que as decisões foram fundamentadas em inspeções técnicas e relatórios de qualidade. Até o momento, não há comprovação oficial de que as ações regulatórias tenham relação direta com as doações eleitorais.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







