Justiça do DF rejeita recurso e mantém uso do apelido pela imprensa em cobertura de investigação sobre fraudes no INSS.
O empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido popularmente como Careca do INSS, tentou impedir judicialmente que a imprensa continuasse a usar esse apelido. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), no entanto, rejeitou o recurso e manteve a liberdade da mídia em utilizar a expressão.
Segundo os desembargadores, o apelido já está consolidado no uso jornalístico e não possui caráter ofensivo, sendo parte do exercício regular da atividade informativa. A decisão foi unânime.
Antunes é investigado na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apura descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Entre 2019 e 2024, estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões tenham sido subtraídos irregularmente. Até março de 2026, mais de 6,4 milhões de pessoas contestaram as cobranças, e quase R$ 3 bilhões já foram devolvidos aos segurados.
A defesa alegava que o apelido teria teor pejorativo e que reportagens cometeram crimes de calúnia e difamação ao citar suposta compra de mansão com “dinheiro vivo”, o que poderia caracterizar lavagem de dinheiro. O TJDFT, porém, entendeu que não houve excesso e que a imprensa agiu dentro de sua função social.







