Obras da ETE Tijuco Preto avançam em Sumaré e prometem dobrar índice de tratamento de esgoto até 2026
O Grupo de Revitalização do Ribeirão Quilombo, coordenado pelo Consórcio PCJ, realizou nesta terça-feira (02) uma visita técnica às obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Tijuco Preto, em Sumaré (SP). Com 95% da construção concluída, a entrega está prevista para dezembro de 2026.
A nova unidade integra o programa municipal Nosso Quilombo Limpo e vai ampliar o índice de tratamento de esgoto da cidade de 28% para 55%, beneficiando cerca de 95 mil moradores. Implantada pela BRK Ambiental, a obra faz parte de um pacote de investimentos em saneamento e sustentabilidade que prevê R$ 351 milhões até 2030, incluindo futuras ETEs Jatobá e Ribeirão Quilombo, com o objetivo de alcançar 100% de cobertura e recuperar a bacia hidrográfica.
Durante a visita, representantes de municípios, órgãos ambientais e lideranças das Bacias PCJ conheceram as tecnologias empregadas. O prefeito Henrique Stein Sciascio ( Henrique do Paraiso)destacou que a recuperação do Ribeirão Quilombo exige planejamento conjunto entre os municípios da região. Já o assessor especial Benjamin Bill Vieira de Souza ressaltou os ganhos ambientais e de saúde pública com a ampliação do tratamento de esgoto.
Tecnologia inovadora
A ETE Tijuco Preto utilizará a tecnologia holandesa Nereda, que emprega micro-organismos em forma de grãos para limpar a água de forma mais eficiente e sustentável. Entre as vantagens estão menor área de implantação, dispensa de produtos químicos e operação automatizada. Segundo a BRK, a estação terá capacidade para tratar 230 litros por segundo, com eficiência de até 98% na remoção da carga orgânica.

Importância regional
O Ribeirão Quilombo nasce em Campinas e atravessa seis municípios até desaguar no Rio Piracicaba. Por sua baixa vazão e forte impacto urbano e agrícola, é considerado um dos maiores desafios ambientais da região. O Grupo de Revitalização, criado em 2018, atua em frentes como ampliação do tratamento de esgoto, projetos de macrodrenagem e recuperação das matas ciliares.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil / Fonte: ARES PCJ







