Óbito reacende debate sobre transparência após denúncias de omissão em mortes anteriores
O Parque Ecológico de Americana comunicou oficialmente o falecimento da onça-pintada Pantanal, macho de 21 anos, ocorrido no último sábado (2). O animal nasceu em fevereiro de 2005 no Zoológico de São Carlos e foi transferido para Americana em setembro do mesmo ano, onde viveu sob cuidados técnicos e veterinários.
Segundo a administração, Pantanal passou por check-up em 2025, incluindo tratamento dentário, e em fevereiro de 2026 exames apontaram comprometimento renal. Desde então, recebeu acompanhamento intensivo e medicação. Nos últimos dias, apresentou agravamento do quadro clínico, culminando em seu óbito. A nota oficial destacou que a expectativa de vida da espécie em cativeiro é de cerca de 20 anos e que todos os esforços foram adotados para garantir o bem-estar do animal.
O Parque informou ainda que o recinto da espécie está em reforma e receberá em breve um novo casal de onças-pardas, como parte das ações de renovação e bem-estar animal.
Denúncia recente sobre transparência
Apesar do comunicado oficial, pessoas ligadas a ONGs e a vereadora Professora Juliana denunciaram que a morte de dois felinos em setembro de 2025 teria sido omitida pela administração do zoológico. A acusação levanta dúvidas sobre a transparência da gestão e reacende o debate sobre como o Parque Ecológico comunica informações sensíveis ao público.
Especialistas em bem-estar animal afirmam que a omissão de óbitos pode comprometer a credibilidade da instituição e dificultar o acompanhamento por órgãos fiscalizadores. Já representantes de entidades de proteção animal defendem que a divulgação clara e imediata de casos como esses é fundamental para garantir confiança da sociedade e evitar suspeitas de negligência.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







