Publicidade
VVB 01-01 sem fundo
Página Inicial, Click aqui

Você paga 21% no IPTU… eles recebem 8,36% e alguns até 64%! Secretária de Fazenda apavorada nos cálculos

Simone-Fazenda-1024x578 Você paga 21% no IPTU… eles recebem 8,36% e alguns até 64%! Secretária de Fazenda apavorada nos cálculos
Foto: Divulgação / Secom Americana/ Arte: J. Ramos VVB Sp News

Em Americana, assalariados da iniciativa privada enfrentam aumento de 21% no IPTU, enquanto servidores públicos recebem reajustes generosos. Procuradores foram contemplados com 64%, e o funcionalismo em geral com 8,36%.

O cenário em Americana

Na reunião de 20 de março de 2026, o prefeito Chico Sardelli anunciou que atenderia ao pedido do sindicato dos servidores: 8,36% de reajuste salarial (5% de aumento real e 3,36% de reposição da inflação), além de 15% de reajuste no cartão alimentação.

Enquanto isso, os procuradores municipais foram contemplados com um reajuste de 64%, consolidando uma diferença gritante em relação ao trabalhador da iniciativa privada, que enfrenta o aumento de 21% no IPTU e salários muito abaixo da média do setor público.

Nos bastidores, a Secretaria de Fazenda se vê apavorada nos cálculos: como equilibrar a conta de uma máquina pública que soma mais de 5.500 servidores e que, ao ser agradada, representa quase 20 mil votos?

O discurso político da valorização

O prefeito destacou “a importância dos servidores para o funcionamento da administração municipal” e afirmou que “em todos os anos concedemos reajustes acima da inflação”. Esse discurso, repetido em diferentes gestões, reforça a narrativa de valorização do funcionalismo como se fosse uma reparação histórica.

Mas o que se omite é que os salários médios do setor público já são superiores aos da iniciativa privada, e que os chamados “penduricalhos” — gratificações, adicionais, auxílios e pontos facultativos — elevam ainda mais a remuneração líquida.

O peso sobre a iniciativa privada

Enquanto servidores públicos acumulam reajustes e benefícios, quem banca tudo é o assalariado da iniciativa privada. Empresários e trabalhadores que produzem, pagam impostos e sustentam a máquina pública muitas vezes não ganham nem metade do que recebe um servidor.

Além disso, não contam com estabilidade, não têm proteção política nos discursos e enfrentam uma carga tributária sufocante. O aumento de 21% no IPTU é apenas mais um exemplo de como o setor produtivo é penalizado para financiar privilégios de uma casta que se sente superior aos demais.

A máquina e o cálculo político

A Prefeitura de Americana soma mais de 5.500 servidores públicos. Ao conceder reajustes e benefícios, os entes políticos fazem média com uma base que representa quase 20 mil votos — entre servidores e familiares. É a lógica da política brasileira: agradar corporações organizadas, mesmo que isso signifique penalizar quem realmente sustenta o sistema.

É o retrato do Brasil: Vai Vendo!

Conclusão

O caso de Americana expõe uma contradição gritante: enquanto o trabalhador privado paga mais impostos e recebe menos benefícios, o funcionalismo público é hiper valorizado por gestores e legislativos. A disparidade entre o aumento de 21% no IPTU e os reajustes de 64% para procuradores e 8,36% para servidores em geral levanta suspeitas sobre a real motivação desses aumentos e sobre o uso político da valorização do servidor.

No fim, quem sustenta tudo é o trabalhador da iniciativa privada — aquele que produz, paga impostos, ganha menos e ainda aplaude discursos que reforçam privilégios de uma casta protegida.

 

Por Jorge Ramos – Jornalista, comentarista político, articulista e cronista, consultor financeiro e securitário, graduado em Administração/Gestão Pública, extensão em Marketing Político Eleitoral e pós-graduado em Direito Constitucional

Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Posts recentes