Tropa de elite falha na blindagem; em matéria do Estadão, Lulinha admite que despesas de viagem foram pagas por lobista da Previdência
Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), a estratégia de negação em torno das relações de Fábio Luís Lula da Silva sofreu um golpe definitivo: em declarações reportadas pelo jornal, o próprio Lulinha admite que as despesas da sua viagem a Portugal no final de 2024 foram pagas pelo empresário António Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A revelação surge no momento em que a quebra de sigilos bancário e telemático na CPMI expõe as entranhas do esquema de fraudes na Previdência.
O Cochilo da Tropa de Elite
A “tropa de elite” da bancada lulopetista na comissão — liderada pelos deputados Alencar Santana, Paulo Pimenta e Rogério Correia — atuou ferozmente para evitar este cenário. A blindagem foi pesada e conseguiu, num primeiro momento, proteger Frei Chico, irmão do presidente, cujos requerimentos foram travados. No entanto, o grupo “cochilou” na articulação sobre Lulinha, e a vitória da oposição na quebra de sigilo permitiu que a “caca” aparecesse, ligando diretamente o filho do “Santo” ao operador do INSS.
A Confissão e o Peso dos Fatos
A admissão de Lulinha desmorona meses de discursos que classificavam as suspeitas como “perseguição”. O fato de um lobista investigado por fraudes bilionárias custear passagens de primeira classe para o filho do Presidente é a prova material de uma promiscuidade inaceitável. Segundo o Estadão, Lulinha justifica que a viagem serviu para conhecer uma fábrica de cannabis medicinal, mas nega sociedade com Antunes.
Fim da Blindagem: A atuação de Pimenta, Alencar e Rogério não foi suficiente para esconder os factos.
Admissão de Custeio: Ao admitir o pagamento das despesas por Antunes, Lulinha valida a linha de investigação da CPMI.
Manobras para Anular o Inevitável
Agora, num movimento desesperado, os articuladores governistas tentam anular a votação que permitiu a quebra do sigilo. Alegam vícios regimentais e “contrastes” na contagem de votos, mas o objetivo real é tentar invalidar juridicamente uma prova que já se tornou pública e confessada. Tentam apagar o rastro, mas o “batom na cueca” já foi exposto.
A Verdade dos “Factuns”
No Portal Vai Vendo Brasil, A análise é pautada na eficiência e na moralidade administrativa. Se o sigilo caiu e o envolvimento foi admitido, a conta chegou. As manobras da bancada podem até atrasar o processo, mas não apagam a verdade. Como sempre digo: eu não batemos palmas para bêbado dançar — e nesta festa da blindagem, a música parou.
Por Jorge Ramos | Redação Vai Vendo Brasil







