Enquanto o secretário Danilo Oliveira celebra mutirões e inaugurações, vereadores fazem média em hospitais e ignoram o desperdício de recursos públicos com exames sem validade.
A saúde pública de Americana vive um paradoxo cruel. De um lado, o discurso oficial exibe mutirões, inaugurações e campanhas de marketing que tentam transmitir eficiência. De outro, a realidade dos pacientes mostra um sistema em colapso: exames que perdem validade antes da consulta, cirurgias adiadas e filas intermináveis.
Em postagem recente, o secretário de saúde Danilo Oliveira comemorou a “quarta edição do Mutirão Mil Cuidados”, destacando a realização de 2.235 procedimentos em áreas como cardiologia, saúde da mulher, ortopedia e oncologia. O texto fala em “agilidade às filas” e “ampliação do acesso”, mas na prática, muitos desses exames são comprados da iniciativa privada e acabam perdendo a validade quando o retorno médico finalmente acontece.
O personagem “seu Zezinho” simboliza o cidadão comum que sofre na fila da saúde pública. Ele não é uma pessoa real, mas uma representação coletiva do povo, que grita de dor à espera de uma cirurgia ou mesmo de uma simples consulta. Enquanto isso, Danilo Oliveira agradece prefeito e vice-prefeito em suas redes sociais, mas não enfrenta o problema central: a falta de gestão estruturada.
O contraste
Exames sem retorno: procedimentos que já não têm validade quando o paciente consegue consulta.
Gasto público ampliado: esses exames consomem boa parte do dinheiro público aplicado na saúde e acabam indo literalmente para o lixo quando não têm utilidade pela prescrição temporal.
Mutirões que maquiam a realidade: comemorados como sucesso, mas incapazes de atacar o acúmulo crônico de demandas.
Hipocrisia legislativa: vereadores que deveriam fiscalizar os gastos preferem visitar hospitais para “passar pano” e fazer média política, enquanto deixam de cumprir sua função essencial: saber quanto se gastou e qual foi o aproveitamento real dos recursos.
Mandatos populistas de pouca efetividade: a fiscalização vira espetáculo “para inglês ver”, nas câmaras da incompetência e da ineptude.
O colapso silencioso
O sistema não explode em manchetes de caos imediato, mas se deteriora lentamente, corroendo a confiança da população. A “fachada de ouro” das inaugurações contrasta com a “fila de ferro” que aprisiona pacientes em uma rotina de espera e frustração.
Nota da Redação: O personagem “seu Zezinho” é fictício e representa o povo de Americana que enfrenta diariamente as dificuldades da saúde pública.
Fonte: Câmara Municipal de Americana / postagem oficial da Secretaria de Saúde
Por Jorge Ramos é Jornalista, comentarista político, articulista e cronista, consultor financeiro e securitário, graduado em Administração/Gestão Pública com extensão em Marketing Político Eleitoral e pós-graduado em Direito Constitucional – Da Redação, VVB SP News







