Entre críticas de Lindbergh Farias e Erika Hilton, e decisões de Alexandre de Moraes, a caminhada rumo a Brasília expõe o dilema entre liberdade de manifestação e ordem pública
A chamada “caminhada de Nikolas rumo a Brasília” ganhou repercussão nacional ao reunir apoiadores em defesa de condenados por “atos golpistas” e em protesto contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato, iniciado em Minas Gerais, rapidamente se transformou em símbolo de resistência para seus participantes, que afirmam estar exercendo o direito constitucional de ir e vir.
Reações políticas
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) foi um dos primeiros a se manifestar sobre o ato. No início, desdenhou da caminhada, afirmando sentir “vergonha alheia” diante do fracasso e do esvaziamento da mobilização.
Agora, porém, Lindbergh mudou de postura: passou a apoiar medidas judiciais e judicializou o impedimento da manifestação, defendendo que o ato não poderia se aproximar de áreas sensíveis em Brasília.
A deputada Erika Hilton também criticou duramente o movimento, chegando a chamar os participantes e parlamentares envolvidos de “vagabundos”. A fala repercutiu nas redes sociais e acirrou ainda mais a polarização.
Já os apoiadores de Nikolas defendem que estão sendo injustamente criminalizados e que o ato representa uma luta legítima pela liberdade.
As medidas do STF
O ministro Alexandre de Moraes determinou medidas restritivas para conter o avanço da mobilização:
Proibição de manifestações e acampamentos nas imediações da Papuda, em Brasília.
Autorização para remoção imediata de grupos que descumprirem a ordem.
Possibilidade de prisão em caso de resistência.
A decisão foi tomada após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou risco à ordem pública e à segurança do sistema prisional.
O papel da PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) bloqueou trechos da BR para impedir a chegada em massa dos caminhantes à capital. A medida foi justificada como preventiva, mas gerou críticas de apoiadores, que acusam o Estado de cercear liberdades constitucionais.
Reflexão
O episódio expõe o dilema central da democracia brasileira: como equilibrar o direito de manifestação com a preservação da ordem pública e da segurança institucional.
Para críticos, as medidas de Moraes e a judicialização de Lindbergh são necessárias diante da ameaça de atos golpistas.
Para apoiadores, representam um perigoso precedente de restrição às liberdades individuais.
E surge o questionamento inevitável: ainda vivemos em democracia quando restrições são impostas em nome dela?
Por Jorge Ramos – Da redação VVB Sp News
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