Ventura lidera sondagens, Mendes aparece em segundo e Cotrim em terceiro; imigração e economia dominam o debate
Lisboa — Neste domingo, 18 de janeiro de 2026, os portugueses vão às urnas para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que encerra dois mandatos de cinco anos. A eleição, com 11 candidatos — número recorde na história presidencial do país, poderá ter segundo turno em 8 de fevereiro caso nenhum concorrente alcance mais de 50% dos votos.
Segundo sondagem da Intercampus, divulgada pela revista Sábado, André Ventura (Chega) lidera com 18,6%, seguido por Luís Marques Mendes (PSD) com 15,3% e Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) com 14,3%. O cenário é de forte disputa e quase 20% dos eleitores ainda se declaram indecisos.
Tendências ideológicas e políticas de imigração
André Ventura (Chega): Populista de direita, nacionalista e conservador nos costumes. Defende endurecimento das regras de imigração, incluindo deportações em massa de imigrantes ilegais e maior controle de fronteiras. Seu discurso critica elites políticas e instituições europeias, apostando em medidas duras contra “máfias” e contratos fictícios.
Luís Marques Mendes (PSD): Liberal-conservador, com foco em disciplina fiscal e estabilidade. Considera a imigração uma oportunidade para Portugal, essencial para sustentar pensões e dinamizar a economia. Defende ajustes cautelosos na lei da nacionalidade e imigração, sempre com consenso político e sem “portas escancaradas”.
Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal): Liberal clássico, pró-mercado e defensor da redução do Estado. Apoia imigração como motor de inovação e competitividade, propondo flexibilização de regras para atrair talento e mão de obra qualificada, além de criticar burocracias que dificultam a entrada de profissionais estrangeiros.
O que está em jogo
A eleição portuguesa de 2026 não se resume à escolha de um novo presidente: ela reflete três visões distintas sobre o futuro do país. Ventura aposta em restrição severa e nacionalismo, Mendes busca equilíbrio e regulação moderada, enquanto Cotrim defende abertura liberal e dinamismo econômico.
Com a possibilidade de segundo turno, o resultado poderá redefinir não apenas a política interna, mas também a relação de Portugal com a União Europeia e sua postura diante da imigração e da economia global.
A posse do próximo presidente da República será em 9 de março, data que tem sido a mesma desde 1986.
Fonte: Agência Brasil, Revista Sábado PT/ Por Jorge Ramos, da redação VVB SP News
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