Investimento acadêmico e tecnológico sofre revés, mas gera aprendizado para o setor espacial
Nova Délhi/São Luís, 12 de janeiro de 2026 – O lançamento do foguete indiano PSLV-C62, que levava 15 equipamentos, incluindo cinco satélites brasileiros, terminou em falha pouco mais de seis minutos após a decolagem. Uma anomalia no terceiro estágio alterou a trajetória e fez com que o veículo fosse perdido, inutilizando os satélites a bordo.
Custos financeiros do projeto
Os satélites brasileiros eram nanossatélites acadêmicos, desenvolvidos por universidades e centros de pesquisa com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).
O investimento total estimado gira em torno de R$ 20 milhões, considerando desenvolvimento, testes e logística de envio.
Apesar da perda física dos equipamentos, especialistas ressaltam que o valor não se traduz em desperdício: o projeto gerou formação de estudantes, validação de tecnologias e experiência prática para equipes brasileiras.
Em comparação, missões comerciais de grande porte podem ultrapassar R$ 200 milhões, o que reforça o caráter experimental e de baixo custo relativo dos satélites perdidos.
Impacto e perspectivas
Entre os equipamentos estava o Aldebaran-I, da Universidade Federal do Maranhão, voltado para monitoramento ambiental.
Outros quatro nanossatélites tinham funções de comunicação, observação da Terra e experimentos científicos.
A falha representa um revés, mas também reforça a necessidade de parcerias internacionais e de investimento contínuo no setor espacial brasileiro.
Projetos futuros já estão em andamento, com previsão de novos lançamentos em 2027.
Fonte: Agência Brasil, Agência Espacial Brasileira (AEB)/ Por Jorge Ramos – Da redação VVB Sp News
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