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Debandada do governo Lula: Lewandowski e Haddad puxam a fila de saída

Lewandowski-e-Haddad-puxam-a-fila-de-saida-1024x578 Debandada do governo Lula: Lewandowski e Haddad puxam a fila de saída
Foto: Divulgação/ Arte: J. Ramos VVB Sp News

Com mais de vinte baixas previstas até abril, Lula enfrenta o desafio de reconstruir seu governo às pressas enquanto seus principais aliados abandonam Brasília

Janeiro de 2026: A “Debandada” na Esplanada e a Grande Reforma de Lula

O Palácio do Planalto inicia 2026 em clima de reorganização. O que antes eram rumores de bastidores se consolidou em uma verdadeira debandada estratégica: entre 20 e 22 ministros devem deixar seus cargos até abril, prazo final de desincompatibilização para disputar as eleições. O movimento, embora previsível, impõe ao presidente Lula o desafio de reconstruir quase dois terços de seu primeiro escalão em pleno último ano de mandato.

Os Pilares que Caem: Haddad e Lewandowski

  • Fernando Haddad (Fazenda): sua saída, prevista para fevereiro, é a mais sentida pelo mercado. Haddad não deve disputar cargos eletivos diretamente, mas assumirá a coordenação-geral da campanha de reeleição de Lula. A mudança é vista como o fim de um ciclo de estabilidade fiscal negociada.

  • Ricardo Lewandowski (Justiça): o ex-ministro do STF já comunicou o desejo de se retirar da vida pública. Sua saída abre uma disputa acirrada pela pasta, com nomes como Tarso Genro e Manoel Carlos de Almeida Neto cotados. Há ainda a possibilidade de fatiamento do ministério, criando uma pasta exclusiva para Segurança Pública.

 

Gleisi Hoffmann e o Núcleo Político

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou que deixará o governo até abril para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Paraná. Sua saída enfraquece a articulação política direta do Planalto com o PT, mas fortalece a estratégia de ampliar a base no Sul.

 

A Lista da Reforma (Principais Baixas)

Entre os nomes que devem deixar o governo, destacam-se:

  • Simone Tebet (Planejamento): cotada para o Senado.

  • Rui Costa (Casa Civil): possível candidato ao Senado pela Bahia.

  • Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio): deve focar na reeleição como vice ou disputar o governo de SP.

  • Alexandre Silveira (Minas e Energia): candidato ao Senado por Minas Gerais.

  • Camilo Santana (Educação) e Marina Silva (Meio Ambiente): ambos devem buscar cadeiras no Legislativo.

 

O Que Esperar?

Lula definiu 2026 como “o ano da verdade”. A estratégia para recompor o governo passa pela promoção de secretários-executivos e quadros técnicos, garantindo a continuidade da máquina pública enquanto os ministros de maior peso político se lançam às ruas para consolidar palanques regionais.

O cenário é claro: Brasília se esvazia para que o governo se fortaleça nas urnas em outubro.

Por Jorge Ramos – da Redação Vai Vendo Brasil

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