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UNE, CUT e MST nas ruas: protesto em frente ao Consulado dos EUA pela soltura de Maduro

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Entidades ligadas ao PT defendem a soltura de Nicolás Maduro em São Paulo e reacendem o debate sobre democracia e miséria na Venezuela

No dia 5 de janeiro de 2026, um protesto realizado em frente ao Consulado dos Estados Unidos em São Paulo pela soltura de Nicolás Maduro e pela defesa da autonomia da Venezuela trouxe à tona uma contradição que merece reflexão. UNE, CUT e MST — entidades historicamente ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT) — se posicionaram em defesa do líder venezuelano, reforçando uma narrativa de resistência ao imperialismo norte-americano.

Segundo os organizadores, trata-se de um ato de solidariedade internacional e de defesa da autodeterminação dos povos. No entanto, ao apoiar Maduro, essas entidades se alinham a um regime acusado de restringir liberdades democráticas e de mergulhar a Venezuela em uma grave crise social e econômica.

A rede de apoio ao PT

Não é novidade que UNE, CUT e MST compõem a base social e política do PT. Ao longo das últimas décadas, essas organizações estiveram presentes em mobilizações que sustentaram o partido em momentos decisivos da política nacional. O ato em São Paulo, portanto, não pode ser visto apenas como uma manifestação isolada, mas como parte de uma estratégia de reafirmação ideológica.

A contradição democrática

Enquanto o PT se apresenta como defensor da democracia no Brasil, seus aliados reforçam discursos que relativizam práticas autoritárias em outros países. Essa postura gera uma contradição: ao mesmo tempo em que denunciam ameaças à democracia interna, legitimam um regime que, segundo organismos internacionais e diversas análises independentes, restringe direitos e mantém seu povo em condições de miséria.

Conclusão

O protesto em frente ao Consulado dos Estados Unidos em São Paulo revela mais do que solidariedade internacional. É um gesto político interno, em que UNE, CUT e MST reafirmam sua ligação com o PT e sua disposição de defender líderes autoritários em nome de uma narrativa anti-imperialista. Na prática, isso significa fechar os olhos para a realidade da Venezuela e para o sofrimento de milhões de cidadãos que lutam diariamente por liberdade e dignidade.

 

Assinatura: Jorge Ramos é Jornalista, Comentarista Político, articulista e cronista, consultor financeiro e securitário. Graduado em Administração/Gestão Pública com extensão em Marketing Político e pós-graduado em Direito Constitucional.

 

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