O caos se instala no coração da Fazenda, revelando um ministro sem técnica, sem política e apenas refém do luloptismo.
A saída de Marcos Barbosa Pinto, secretário de Reformas Econômicas, publicada no Diário Oficial da União em 5 de janeiro de 2026, escancarou a fragilidade da equipe econômica do governo. Pinto, responsável por coordenar a agenda microeconômica — revisão de benefícios fiscais, modernização regulatória e propostas de tributação sobre renda de capital — deixa para trás projetos cruciais sem sucessor definido.
Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aparece cada vez mais isolado. Para críticos, a narrativa de que Haddad seria um “político habilidoso” não se sustenta:
Politicamente, acumula derrotas e dificuldades de articulação, incapaz de construir consensos duradouros.
Tecnicamente, não apresenta domínio da agenda econômica, sendo visto apenas como um representante fiel do luloptismo, sem autonomia ou profundidade.
Administrativamente, sua gestão se mostra marcada por improviso e pela perda de quadros técnicos estratégicos, como Pinto e Bernard Appy, que também deixou o ministério.
O cenário atual
Reformas paralisadas: sem liderança técnica, a agenda de modernização corre risco de se perder.
Credibilidade abalada: o mercado vê com desconfiança a falta de nomes sólidos na equipe.
Caos institucional: a saída de técnicos reforça a percepção de que Haddad não consegue sustentar um projeto econômico consistente.
A exoneração de Marcos Pinto não é apenas uma mudança de nomes. É o retrato de um ministério que se desfaz em meio à falta de liderança e competência. Haddad, longe de ser o “político habilidoso” que alguns tentam pintar, aparece como um desastre político e técnico, sustentado apenas pelo selo de confiança do luloptismo.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







