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🩴 O Apartheid de Borracha: A Crônica da Imbecilidade Coletiva

Esquerda-x-Direita 🩴 O Apartheid de Borracha: A Crônica da Imbecilidade Coletiva
Imagem: Criação de I-A Gemini/ p/ VVB Sp News

Entre o pé direito e o pé esquerdo, o Brasil tropeça no literalismo raso

O Brasil finalmente alcançou o ápice da sua evolução intelectual: o apartheid das sandálias. Não basta mais dividir a mesa do jantar ou o grupo da família; agora, a guerra civil brasileira acontece entre o dedão e o calcanhar. A nova moda é a Havaiana Ideológica, onde o cidadão médio, em um surto de imbecilidade coletiva, acredita que o destino da nação depende de qual tira de borracha ele enfia entre os dedos.

O Circo das Havaianas

A polarização política atingiu o nível do ridículo, transformando até o chinelo em campo de batalha ideológico. O que antes era apenas um acessório de conforto virou um termômetro de caráter, onde a escolha do pé reflete uma divisão intelectual rasa e infantilizada da sociedade. As agências de publicidade, em vez de buscarem união ou bom senso, decidiram lucrar em cima dessa esquizofrenia coletiva. Chegamos ao ponto de ver ícones como Fernanda Torres serem instrumentalizados em campanhas que sugerem que até a forma de entrar no ano novo virou ato político.

O Hospício Digital

Na propaganda, Fernanda Torres abre com a frase: “Não vai entrar de pé direito” — para logo em seguida sugerir que o público entre no novo ano com os dois pés. Uma metáfora leve, divertida, quase poética. Mas o público, tão imbecilizado, perdeu o senso de humor e a capacidade de rir da brincadeira. Em vez de enxergar a ironia, o tribunal do cancelamento — esse exército de desocupados digitais — imediatamente convoca um boicote às Havaianas. As redes sociais se transformam em um grande cercadinho de areia para adultos infantilizados. O sujeito interrompe a própria vida para fazer campanha contra uma marca porque uma atriz ousou brincar com uma superstição. Não é política, é histeria coletiva. Enquanto o povo se degladia nos comentários para decidir se a borracha da sandália é “comunista” ou “fascista”, a lógica e a inteligência pedem demissão e saem de cena, provavelmente descalças para não serem confundidas com nenhum dos lados desse circo.

O Fim da Ironia

O que mais assusta nesse “cancelamento da sandália” não é a divergência política, mas a morte da inteligência sádica. Hoje, se você brinca com uma metáfora, o público lê como um manifesto. Se uma marca tenta ser irônica, o tribunal digital a condena à fogueira por “traição”. Falta o olhar clínico de quem sabe que o marketing, muitas vezes, é apenas um bobo da corte tentando chamar atenção. O “direitista consciente” deveria ser o primeiro a rir do esforço patético de transformar um chinelo em ferramenta revolucionária, em vez de cair na armadilha do boicote histérico.

Ser capaz de entender a ironia é o que diferencia um cidadão crítico de um soldado de rede social que marcha conforme a música do algoritmo. No fim, quem não sabe brincar com o marketing alheio acaba virando o brinquedo dele. Enquanto o povo se ofende com o “pé direito” ou “pé esquerdo” da Fernanda Torres, a vida real passa — e passa rindo de quem leva a sola de borracha mais a sério do que a própria capacidade de raciocinar.

Provavelmente este cronista será hostilizado por chamar à reflexão da verdade.

Jorge Ramos Jornalista, Comentarista político, articulista e cronista, consultor financeiro e securitário, graduado em Administração/Gestão Pública com extensão em Marketing e pós-graduado em Direito Constitucional.


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