O Efeito Dominó na América Latina: Região se Livra da Extrema Esquerda, Restando Apenas Brasil, Colômbia e Venezuela
Santiago/Caracas – 15 de dezembro de 2025 – A eleição de José Antonio Kast como presidente do Chile marca um momento histórico na política latino-americana. O líder do Partido Republicano venceu o segundo turno realizado em 14 de dezembro, derrotando a candidata de esquerda Jeannette Jara, apoiada pelo atual presidente Gabriel Boric.
A vitória de Kast encerra um ciclo de governos de centro-esquerda e esquerda no país e representa a volta da direita ao Palácio de La Moneda pela primeira vez desde o fim da ditadura. Analistas apontam que o resultado reflete a crescente preocupação da população com segurança pública, economia e a frustração com o processo de reformas constitucionais conduzido por Boric.
O “efeito dominó” regional
Nos últimos anos, países como Argentina e Equador também elegeram governos de direita, o que reforça a percepção de uma onda conservadora na América do Sul. Especialistas, no entanto, alertam que não se trata de uma “eliminação da esquerda”, mas sim de um ciclo político que pode se alternar conforme o contexto econômico e social.
Atualmente, Brasil e Colômbia permanecem sob governos de extrema esquerda, enquanto o México, no hemisfério norte, segue liderado por uma administração progressista. O cenário revela uma polarização continental, com avanços da direita no sul e resistência da esquerda em países estratégicos.
🇻🇪 Venezuela em foco: Maduro e a pressão internacional
Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro enfrenta crescente pressão internacional. Fontes diplomáticas relatam que houve tentativas de negociação com o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, incluindo a possibilidade de um acordo para a saída de Maduro do poder.
Embora não haja confirmação oficial de que Maduro deixará o país, Washington intensificou sanções contra aliados do regime e empresas ligadas ao petróleo, além de discutir cenários de transição caso o líder venezuelano aceite um acordo.
Se concretizada, a saída de Maduro poderia abrir caminho para uma transição política delicada, com riscos de instabilidade institucional, mas também oportunidades de retomada econômica e reintegração internacional da Venezuela.
Perspectivas
Chile: Kast assume em março de 2026 com promessa de endurecer políticas de segurança e impulsionar a economia.
Região: A América Latina vive um ciclo de alternância, com vitórias recentes da direita, mas ainda marcada por governos de esquerda em países-chave.
Venezuela: O futuro depende da capacidade de negociação entre Maduro, oposição e atores internacionais. Um acordo com os EUA poderia redefinir o equilíbrio político regional.
Redação Vai Vendo o Brasil
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