Decisão do STF permite que investigados por fraudes no INSS não compareçam à CPMI; presidente da comissão promete recorrer
Brasília — 14 de setembro de 2025 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta semana que Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Maurício Camisotti não são obrigados a comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas.
A decisão causou forte reação no Congresso. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que vai recorrer ao próprio STF por meio de um mandado de segurança. Segundo ele, a presença dos dois investigados é “fundamental para esclarecer o esquema que lesou milhares de brasileiros”.
Entenda o Caso
Antunes e Camisotti foram presos pela Polícia Federal durante a Operação Cambota, desdobramento da Operação Sem Desconto. As investigações apontam que ambos atuavam em um esquema que descontava indevidamente mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários de aposentados, sem autorização dos titulares.
O esquema teria movimentado bilhões de reais, com envolvimento de entidades de fachada e servidores públicos. A CPMI foi instalada para apurar a extensão da fraude e propor medidas de proteção aos beneficiários do INSS.
Repercussão
Carlos Viana criticou a decisão do STF e afirmou que “a CPMI não pode ser esvaziada por decisões que blindam investigados”. Parlamentares da oposição também se manifestaram, cobrando mais transparência e agilidade nas investigações.
Enquanto isso, entidades de defesa dos aposentados pedem que o Congresso mantenha a pressão e garanta que os responsáveis sejam punidos.
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