Ministro do STF desqualifica todas as alegações das defesas no julgamento da tentativa de golpe, com frases duras e postura firme que marcaram seu voto como um dos mais incisivos da Corte
Brasília, 9 de setembro de 2025 — Em um voto contundente e repleto de frases de impacto, o ministro Alexandre de Moraes desqualificou todas as alegações das defesas dos réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado. A sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou contornos dramáticos, com o relator reafirmando sua postura firme diante das estratégias jurídicas que buscavam anular o processo.
Desqualificação das Defesas: Um Voto Sem Concessões
Durante seu voto, Moraes não apenas rejeitou as preliminares — ele as desmoralizou. Com tom incisivo, afirmou que as defesas tentavam “confundir o tribunal com argumentos artificiais e desconectados da realidade dos autos”. Entre os principais pontos:
Delação de Mauro Cid: Chamou de “tentativa desesperada” a alegação de que os depoimentos eram contraditórios. Segundo Moraes, os relatos foram organizados por temas e não há qualquer vício processual.
Intervenções nos interrogatórios: Rebateu críticas de que teria extrapolado seu papel, afirmando que “o juiz não é uma samambaia jurídica, que apenas observa sem agir”.
Acareação sem gravação facial: Ironizou a tese de que a ausência de registro das expressões dos envolvidos invalidaria a acareação: “Não estamos num julgamento psicológico. Estamos diante de fatos, provas e confissões.”
Um Ministro em Cena
Com frases dignas de roteiro, Moraes tem sido comparado a diretores como Steven Spielberg — não pela fantasia, mas pela habilidade em construir tensão e narrativa. Sua atuação tem sido marcada por:
Controle narrativo: Moraes conduz o processo com autoridade, não permitindo manobras protelatórias.
Retórica afiada: Suas respostas às defesas são diretas, muitas vezes com tom provocativo.
Postura institucional: Reforça que atua dentro dos limites constitucionais e em defesa da democracia.
O Placar e os Próximos Passos
Com o voto de Moraes e o acompanhamento do ministro Flávio Dino, o placar parcial está em 2 a 0 pela condenação dos réus. A expectativa é que o julgamento se estenda por mais sessões, com votos dos demais ministros e possíveis repercussões internacionais.
Por Jorge Ramos







