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🇧🇷 7 de Setembro: Hora de resgatar o civismo e abandonar o vitimismo ideológico

7-Setembro-PMResende 🇧🇷 7 de Setembro: Hora de resgatar o civismo e abandonar o vitimismo ideológico
Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Resende

Neste 7 de Setembro, Jorge Ramos propõe uma reflexão sobre o uso político de pautas identitárias e defende o resgate do civismo como ferramenta de união e emancipação social

Por Jorge Ramos — Americana, SP

O 7 de Setembro deveria ser mais do que um feriado com desfiles militares e bandeiras tremulando ao vento. É a data que marca a independência do Brasil, o nascimento de uma nação livre e soberana. Mas, ao longo dos anos, esse símbolo de emancipação tem sido cada vez mais capturado por narrativas político-ideológicas, muitas delas baseadas em vitimismo identitário que, em vez de unir, fragmentam.

Enquanto o país enfrenta desafios reais — como a evasão escolar, a pobreza estrutural e a falta de oportunidades — parte do debate público insiste em rotular indivíduos por raça, gênero ou orientação sexual, como se a dor pudesse ser medida por categorias. A esquerda ideológica, em especial, tem se empenhado em construir a ideia de que apenas negros, mulheres e gays são vítimas de um suposto “preconceito estrutural”, ignorando que a pobreza atinge todos os grupos sociais e que o sofrimento não tem dono exclusivo.

Essas pautas, muitas vezes, não passam de instrumentos de reeleição, usados para manter bases eleitorais mobilizadas por meio da indignação seletiva. Em vez de promover inclusão, acabam por alimentar divisões, reforçando uma lógica de antagonismo que paralisa o país.

Educação e renda: os verdadeiros desafios

A recente pesquisa da Fundação Roberto Marinho e do Itaú Educação e Trabalho, com base na PNAD Contínua, mostra que renda baixa é o principal fator de evasão escolar no Brasil. Jovens deixam a escola não por falta de identidade, mas por falta de comida na mesa e necessidade de trabalhar. A pobreza é o grande divisor social — e ela atinge brancos, negros, pardos e indígenas.

O estudo também revela que concluir a Educação de Jovens e Adultos (EJA) pode aumentar em até 9,6 pontos percentuais a chance de conseguir um emprego formal e elevar a renda em até 7,5%. Ou seja, o caminho da emancipação está na educação e no trabalho, não na criação de categorias de vítimas.

Contra a fragmentação, a união

As chamadas pautas progressistas têm seu valor, mas precisam ser revistas quando se tornam instrumentos de divisão e manipulação eleitoral. O Brasil precisa de políticas públicas que dialoguem com a realidade concreta da população, e não apenas com construções ideológicas. O civismo do 7 de Setembro pode ser o ponto de partida para essa virada: um momento de reconexão com valores como liberdade, responsabilidade, solidariedade e dignidade.

Um novo pacto social

É hora de abandonar o discurso que infantiliza o cidadão e assumir uma postura de protagonismo. O brasileiro não precisa ser rotulado — precisa ser capacitado. O Estado deve garantir acesso à educação, saúde e segurança, mas é o indivíduo quem constrói sua trajetória. E isso começa com menos ideologia e mais ação.

Neste 7 de Setembro, que tal trocar o vitimismo pela coragem de enfrentar os desafios reais? Que tal usar a data para reafirmar que a independência não é apenas um ato histórico, mas uma escolha diária de quem quer viver com autonomia, dignidade e propósito?

 

Jorge Ramos Jornalista, comentarista político, articulista e cronista. Consultor financeiro e securitário. Graduado em Administração/Gestão Pública e pós-graduado em Direito Constitucional.

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