
Movimentações nos bastidores revelam disputa entre aliados de Tarcísio pela sucessão em São Paulo, com destaque para Ricardo Nunes, Felício Ramuth e André do Prado.
Por Jorge Ramos
A possível candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência da República em 2026 está provocando uma intensa movimentação nos bastidores da política paulista. Embora o governador reafirme publicamente que pretende disputar a reeleição, aliados e adversários já se articulam para ocupar o espaço que seria deixado no Palácio dos Bandeirantes.
Prefeito, vice e presidente da Alesp na disputa
Entre os nomes mais cotados para a sucessão está o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que tenta se consolidar como o herdeiro político de Tarcísio. Reeleito com apoio do governador, Nunes tem se aproximado de figuras influentes como Michel Temer e Baleia Rossi, mas sua movimentação precoce gerou desconforto entre aliados do governo estadual.
Outro nome em evidência é o vice-governador Felício Ramuth, considerado mais alinhado ao núcleo duro da gestão Tarcísio. Embora tenha menos visibilidade pública, Ramuth é visto como uma opção segura para manter a continuidade administrativa.
Nos bastidores, ganha força também o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL). Responsável por aprovar pautas estratégicas do governo, como a privatização da Sabesp, André é cotado como possível vice na chapa de reeleição ou até mesmo como sucessor direto, caso Tarcísio decida disputar o Planalto. Há articulações para que, em um cenário de renúncia do governador e do vice, André assuma o governo interinamente, fortalecendo sua posição para 2026.
Tarcísio lidera pesquisas e mantém alta aprovação
Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, Tarcísio aparece com 43,8% a 47,7% das intenções de voto em diferentes cenários para o governo paulista. Sua gestão é aprovada por 66% dos eleitores, com quase metade considerando o governo “ótimo” ou “bom”.
Apesar de reafirmar sua candidatura à reeleição, Tarcísio tem calibrado o discurso e ampliado sua agenda nacional, participando de eventos com empresários e líderes políticos, o que alimenta especulações sobre uma possível candidatura presidencial.
Implicações políticas
A indefinição sobre o futuro de Tarcísio já provoca rearranjos entre aliados. A renúncia de Ricardo Nunes para disputar o governo, por exemplo, deixaria a prefeitura nas mãos do vice coronel Mello Araújo, aliado de Bolsonaro, cuja postura é vista como radical por setores moderados.
Enquanto isso, nomes como Gilberto Kassab (PSD) e secretários estaduais também observam o cenário, buscando espaço em uma eventual composição.
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