
O Presidente dos Estados Unidos alerta para sanções comerciais a países que se alinhem ao BRICS, com uma tarifa adicional de 10% prevista para entrar em vigor em agosto.
Por Redação| Americana, SP
O cenário geopolítico mundial ganhou novos contornos com o anúncio feito por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sobre a imposição de uma tarifa adicional de 10% nas exportações de países que se alinharem às políticas do bloco BRICS — formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outras nações emergentes.
“O presidente dos Estados Unidos alertou que os países alinhados às políticas da aliança dos BRICS que vão contra os interesses dos EUA serão atingidos por uma tarifa adicional de 10%.” A fala, publicada nas redes sociais, foi direta: “Não haverá exceções a essa política.”**
Data de vigência e contexto político As novas tarifas têm previsão de entrar em vigor a partir de 1º de agosto de 2025, caso os países não cheguem a acordos bilaterais com os EUA. Até o momento, apenas o Reino Unido e o Vietnã negociaram tratados que os isentam da nova taxação.
O que motivou essa medida?
O bloco BRICS defende reformas no sistema financeiro global, especialmente no Fundo Monetário Internacional (FMI), além da valorização de moedas alternativas ao dólar.
A proposta é vista como uma ameaça direta à hegemonia econômica dos EUA, o que gerou uma série de reações do governo Trump, inclusive sanções tarifárias.
Em cúpula realizada no Rio de Janeiro, os líderes do BRICS criticaram as políticas protecionistas norte-americanas, alegando que elas representam riscos à estabilidade do comércio global.
O governo norte-americano planeja enviar entre dez a quinze cartas nesta semana aos países envolvidos, formalizando o comunicado da tarifa adicional caso não haja acordo comercial firmado.
Quem está no alvo? Além dos cinco membros originais, o BRICS conta agora com Egito, Etiópia, Indonésia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O bloco representa mais da metade da população mundial e está cada vez mais ativo na diplomacia global.
Impactos esperados Especialistas afirmam que a medida pode:
Aumentar a tensão comercial entre os EUA e países emergentes.
Desencadear retaliações, especialmente da China e da Rússia.
Prejudicar exportadores brasileiros e pressionar a diplomacia do governo Lula, que defende uma multipolaridade no comércio internacional.
Reações no mercado Organizações internacionais como a Câmara Internacional do Comércio criticaram a medida, chamando-a de “desafiadora e impraticável”, principalmente pela dependência mundial da China em setores como veículos elétricos, baterias e terras raras.
E agora, Brasil? O Brasil se encontra em uma encruzilhada. Com fortes laços comerciais com o BRICS e interesses estratégicos em manter relações com os EUA, a diplomacia brasileira terá que equilibrar interesses econômicos e políticos num cenário de crescente polarização.
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