Bolsonaro lidera ato pela anistia aos envolvidos em 8 de janeiro, com discursos inflamados e destaque para Tarcísio de Freitas como potencial candidato em 2026
Na manhã deste domingo, 16 de março de 2025, a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palco de uma manifestação liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento, que contou com a presença de milhares de apoiadores, teve como principal pauta a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes em Brasília foram invadidas e depredadas.
O ato começou por volta das 10h e interditou um trecho da Avenida Atlântica, reunindo figuras políticas de destaque, como o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o senador Flávio Bolsonaro. Também marcaram presença líderes religiosos, como o pastor Silas Malafaia, que coordenou o evento. Durante os discursos, críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes foram recorrentes, enquanto os participantes defendiam a liberdade dos presos e a candidatura de Bolsonaro em 2026.
Um dos momentos mais marcantes foi o discurso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ele criticou duramente o governo federal pela alta inflação e defendeu a anistia aos condenados. Em suas palavras: “Ninguém aguenta mais inflação porque tem um governo irresponsável que gasta mais do que deve. Ninguém aguenta mais o arroz caro, o feijão caro, a gasolina cara, o ovo caro. Se está tudo caro, volta Bolsonaro.” Tarcísio também destacou que a oposição está determinada a aprovar o projeto de anistia, desafiando aqueles que se opuserem.
Além disso, Tarcísio de Freitas tem ensaiado movimentos que indicam sua possível candidatura à presidência em 2026. Considerado por muitos como o sucessor natural de Bolsonaro, ele surge como uma alternativa forte para enfrentar o atual presidente Lula nas próximas eleições. Sua presença em eventos como este reforça sua posição como uma figura de destaque na oposição e um potencial líder para o futuro.
Estima-se que o ato tenha reunido cerca de 18 mil pessoas no seu ápice, segundo levantamento de pesquisadores da USP. A manifestação também trouxe à tona debates sobre os impactos dos atos de 8 de janeiro, que causaram prejuízos milionários ao patrimônio público e histórico do país.
O evento foi marcado por discursos inflamados, músicas e palavras de ordem, refletindo a polarização política que ainda persiste no Brasil. Enquanto isso, o país aguarda os próximos desdobramentos no cenário político e jurídico.
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