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Israel e EUA atacaram quase 400 unidades de saúde no Líbano e Irã

Hospital-destruido Israel e EUA atacaram quase 400 unidades de saúde no Líbano e Irã
Hospital destruído em Teerã- Foto: Hossein Zohrevand/Press TV

Bombardeios atingem hospitais e ambulâncias, deixando dezenas de mortos e agravando crise humanitária

Relatórios recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de entidades locais revelam que Israel e Estados Unidos realizaram ataques contra quase 400 unidades de saúde no Líbano e no Irã desde o início de março. As ofensivas resultaram em dezenas de mortes entre profissionais da área e no fechamento de hospitais, agravando a crise humanitária na região.
 

Líbano: hospitais sob fogo

Segundo dados compilados pela OMS, 70 unidades de saúde libanesas foram atingidas.

  • 42 profissionais morreram e 119 ficaram feridos.

  • Cinco hospitais foram obrigados a fechar.

  • 54 centros de atenção básica suspenderam atividades.

Israel alega que o Hezbollah utiliza ambulâncias e hospitais para fins militares, mas organizações como a Anistia Internacional afirmam não haver provas que sustentem essa acusação.

Irã: ambulâncias destruídas

No Irã, o Ministério da Saúde reporta danos a 313 centros médicos, incluindo hospitais e ambulâncias.

  • 23 profissionais de saúde foram mortos.

  • 94 ambulâncias foram destruídas.

A Crescente Vermelha Iraniana confirma números semelhantes. Os Estados Unidos negam ataques deliberados a instalações civis, mas reconhecem “efeitos colaterais” das operações militares.

Impacto humanitário

A OMS alerta que os sistemas de saúde dos dois países estão sobrecarregados e em risco de colapso. Especialistas afirmam que os ataques parecem seguir uma estratégia de enfraquecimento da população civil, pressionando governos locais em meio ao conflito.

Histórico de violações

Israel já foi acusado de atacar hospitais em Gaza e na Cisjordânia em conflitos anteriores. Desde outubro de 2023, a OMS registrou milhares de ataques contra unidades de saúde palestinas, reforçando a preocupação internacional sobre violações do direito humanitário.

Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil /Fonte: Agência Brasil

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