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Editorial: Lula e sua defesa seletiva

Lula Editorial: Lula e sua defesa seletiva
Foto: Reprodução/ Palácio do Planalto

Um discurso parcial em favor de regimes autoritários

Na 10ª Cúpula da Celac e no I Fórum Celac-África, o presidente Lula voltou sua retórica contra os Estados Unidos e contra o Conselho de Segurança da ONU, mas em nenhum momento criticou os regimes autoritários de seus aliados. Ao citar Cuba e Venezuela, perguntou: “O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?” — uma defesa explícita de governos que há anos reprimem suas populações.

Lula também usou o exemplo da Bolívia, denunciando a pressão norte-americana sobre o lítio, mas ignorou os problemas internos de instabilidade e miséria que assolam o país. Em outro trecho, afirmou: “Nós já fomos colonizados, conquistamos democracia, perdemos democracia, agora estão querendo nos colonizar outra vez”, reforçando uma narrativa de vitimização seletiva.

O presidente criticou ainda os EUA e Israel, citando ataques ao Irã e o genocídio em Gaza, mas não mencionou violações cometidas por governos alinhados à sua ideologia. Ao falar da ONU, disse: “O Conselho de Segurança e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz. E são eles que estão fazendo as guerras”.

Sua fala foi marcada por contradições: denunciou os US$ 2,7 trilhões gastos em armas em 2025, mas ignorou que muitos dos regimes que defende também investem em repressão e militarização. Ao final, exaltou a cooperação Sul-Sul, mas novamente sem reconhecer que vários desses países vivem sob ditaduras e crises humanitárias.

Em resumo, o discurso foi totalmente parcial, voltado apenas à defesa de seus amigos esquerdistas e regimes totalitários, deixando de lado uma defesa genuína da democracia e dos povos que sofrem sob tais governos.

Por Jorge Ramos — jornalista, comentarista político, articulista e cronista, consultor financeiro e securitário, graduado em administração/gestão pública, extensão em marketing eleitoral e pós-graduado em direito constitucional.

 

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