Após oficializar sua pré-candidatura ao governo paulista, Fernando Haddad enfrenta um cenário desfavorável: o governador Tarcísio de Freitas ganha força e dispara nas pesquisas de intenção de voto
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deixará o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A decisão atende a um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera estratégica a presença de Haddad no maior colégio eleitoral do país. O PT já prepara um ato político para o dia 19 de março, quando será oficializada a pré-candidatura.
Resistência inicial e decisão final
Haddad inicialmente resistia à ideia de concorrer novamente em São Paulo, preferindo permanecer no comando da economia. No entanto, o pedido de Lula foi decisivo: “Não poderia negar ao presidente”, teria afirmado o ministro a aliados.
Cenário eleitoral
Logo após o anúncio da candidatura, pesquisas de intenção de voto mostraram uma reação imediata favorável ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disparou nas sondagens e consolidou vantagem sobre Haddad.
Datafolha (8 de março de 2026): Tarcísio aparece com 44% das intenções de voto, contra 31% de Haddad.
Real Time Big Data (9 de março de 2026): Tarcísio sobe para 47%, mantendo ampla liderança sobre o petista.
Outros nomes como Kim Kataguiri, Paulo Serra e Felipe D’Ávila aparecem com índices baixos, variando entre 3% e 5%.
Além disso, a aprovação da gestão de Tarcísio chega a 64%, reforçando sua posição eleitoral.
Estratégia nacional
Apesar do crescimento de Tarcísio nas pesquisas, a candidatura de Haddad é vista como parte de uma estratégia maior de Lula para equilibrar forças políticas em São Paulo e ampliar a base de apoio para sua própria campanha de reeleição em 2026. O desafio será transformar a pré-candidatura em competitividade real contra um adversário que ganhou fôlego com o anúncio.







