Denúncia contra propaganda eleitoral fora de época e festa petista com vídeo nas redes sociais expõem contraste entre engajamento da esquerda e apatia da direita local
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto e o senador Flávio Bolsonaro, acusando-os de realizar propaganda eleitoral antecipada em favor de uma possível candidatura presidencial em 2026.
A ação pede liminar para retirada imediata de conteúdo divulgado nas redes sociais, no qual Gilson Machado aparece afixando adesivos com a frase “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026” e declara: “Vou eleger o homem. Nosso presidente”. Para Lindbergh, a manifestação viola o artigo 36 da Lei nº 9.504/1997, que proíbe propaganda eleitoral antes de 15 de agosto do ano da eleição, comprometendo a igualdade de condições entre futuros candidatos.
Paralelamente, em Americana, o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nas redes sociais um vídeo em que militantes aparecem fazendo o gesto do “L” com as mãos e cantando o tradicional jingle “Lula lá”. O material, segundo críticos, reforça a identidade partidária e sugere mobilização eleitoral antecipada, em linha com práticas que também podem ser interpretadas como campanha fora de época.
O contraste entre os episódios chama atenção: de um lado, a esquerda mantém sua militância ativa e organizada, mesmo em cidades de perfil conservador; de outro, a direita americanense é acusada de “cochilar”, sem reação ou mobilização equivalente. Para analistas locais, isso reforça a percepção de que muitos políticos que se apresentam como conservadores não possuem engajamento ideológico real, atuando apenas de forma oportunista para se beneficiar do perfil da cidade.
Além da retirada do conteúdo e da aplicação de multa, a representação de Lindbergh pede que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventual abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Já em Americana, o episódio mostra como o PT consegue pautar narrativas e ocupar espaço político mesmo em terreno adverso, enquanto a direita local enfrenta críticas por falta de consistência ideológica.







