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De “BOY” da Odebrecht a homenageado na Alesp: a trajetória contraditória de Valdemar Costa Neto

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Foto: Divulgação/ Arte: J. Ramos VVB Sp News

Condenado no Mensalão e investigado na Lava Jato sob o codinome “BOY”, o presidente do PL recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo na Assembleia paulista

Na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) concedeu a maior honraria da Casa, o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL). A cerimônia, proposta pelo presidente da Alesp, André do Prado (PL), reuniu mais de 500 autoridades e se transformou em um ato político em apoio ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.

Durante o evento, Valdemar declarou: “Se prepare para a posse, Flávio, porque nós venceremos”, reforçando o papel do PL como protagonista nas eleições de 2026. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, chamou Flávio de “futuro presidente” e destacou a aliança estratégica de Valdemar com Jair Bolsonaro como responsável por consolidar o movimento conservador no Brasil.

A trajetória de Valdemar Costa Neto, no entanto, carrega fortes contradições. Condenado no Mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, cumpriu pena em regime semiaberto. Mais tarde, foi investigado na Lava Jato, acusado de receber propina da Odebrecht, onde aparecia nos registros da empreiteira com o codinome “BOY”. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo por falta de provas.

Apesar das marcas de escândalos, Valdemar conseguiu se reinventar politicamente. À frente do PL, tornou-se um dos principais articuladores do Congresso e figura central na reorganização da direita brasileira. Hoje, comanda a maior bancada da Câmara (87 deputados federais), 15 senadores, dois governadores, cerca de 500 prefeitos e mais de 1 milhão de filiados.

Memória seletiva e conveniente

O caso de Valdemar Costa Neto não é isolado. Assim como ocorre com o ex-presidente Lula, também condenado no âmbito da Lava Jato e posteriormente eleito novamente, a trajetória de Valdemar revela como a população brasileira exerce uma memória seletiva e conveniente. Escândalos e condenações são relativizados ou esquecidos quando figuras políticas conseguem se reposicionar e oferecer novos projetos de poder.

Bolsonaro e a contradição

A homenagem também expõe o papel de Jair Bolsonaro na reconfiguração da política nacional. Ao acolher Valdemar Costa Neto e fortalecer o PL, Bolsonaro transforma um mensaleiro em homenageado, mostrando como alianças pragmáticas podem reescrever trajetórias e legitimar antigos réus como líderes centrais do cenário político.

Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil Fonte: Partido Liberal

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