Apavorados com a investigação sobre o filho de Lula, governistas tumultuam sessão, causam violência e depois apelam pela nulidade da decisão
A sessão da CPMI do INSS terminou em clima de tensão e tumulto após a aprovação em bloco de 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Lula.
Apavorados com a decisão, deputados petistas e aliados governistas se rebelaram contra o resultado, alegando fraude na contagem dos votos. Eles afirmam que a maioria teria se posicionado contra, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), garantiu que a votação foi conduzida dentro do regimento e que os requerimentos aprovados são legítimos e democráticos.
Entre os pedidos aprovados, está a investigação sobre movimentações financeiras de Lulinha, acusado de receber um “mensalinho” de R$ 300 mil de um grupo que fraudava aposentados e pensionistas do INSS. A oposição defende que a apuração é necessária para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Após causar tumulto e violência na sessão, os parlamentares governistas correram para protocolar junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, um requerimento pedindo a nulidade da votação. O episódio expôs mais uma vez o embate político entre oposição e base governista, que tenta barrar investigações sensíveis ao Palácio do Planalto.
Por Jorge Ramos – Redação Vai Vendo Brasil







