Aliados discutem possíveis nomes para vice em chapa de Flávio Bolsonaro
Uma pesquisa divulgada nesta semana animou setores da oposição ao apontar o senador Flávio Bolsonaro tecnicamente empatado com Lula em um eventual segundo turno. O resultado impulsionou partidos aliados a iniciarem conversas sobre quem deve ocupar a vaga de vice na chapa, buscando um nome capaz de reduzir a resistência entre eleitores que não se identificam diretamente com o bolsonarismo.
A senadora Damares Alves sugeriu a ex-ministra Teresa Cristina para compor a chapa. Segundo ela, Teresa teve atuação destacada no Ministério da Agricultura e, por ser mulher, ajudaria a trazer equilíbrio político e simbólico à candidatura. A indicação ganha relevância porque Damares é uma das principais lideranças entre os evangélicos e atua ao lado de Michelle Bolsonaro, que deve disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal.
Outro nome que circula com força é o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Integrantes do partido Novo avaliam que uma aliança entre Flávio e Zema teria grande potencial eleitoral, especialmente porque Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país. Além disso, Zema é bem visto por setores do mercado financeiro e por empresários, o que poderia transmitir maior segurança a investidores.
Decisão ainda não está tomada
Apesar das articulações, a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro afirma que ainda é cedo para definir o vice. O senador Rogério Marinho declarou que o tema está em discussão, mas que não há pressa para fechar a escolha. Por enquanto, o grupo segue analisando pesquisas e observando a reação do eleitorado aos nomes que circulam nos bastidores do Congresso
Por Guilherme Tiosso, da redação do Vai Vendo Brasil







