Crise econômica e tensão política desencadeiam manifestações em dezenas de províncias; comunidade internacional acompanha com preocupação
Situação interna
O Irã vive desde o fim de dezembro de 2025 uma série de protestos que se espalharam por 25 das 31 províncias do país. As manifestações têm como principais causas a inflação elevada, estimada em cerca de 40%, o desemprego crescente e a desvalorização da moeda local.
Além da crise econômica, há forte descontentamento político. A população denuncia a repressão do regime dos aiatolás, a falta de liberdades civis e o bloqueio da internet em diversas regiões. Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortos e milhares de prisões, incluindo casos de execuções de manifestantes.
Outro ponto crítico é o boicote a jornalistas e cidadãos que usam a internet para divulgar os acontecimentos. Relatos indicam perseguição, prisões e censura contra profissionais da imprensa e usuários que compartilham informações sobre os protestos nas redes sociais.
Repercussão internacional
Estados Unidos: O presidente Donald Trump afirmou que considera ações militares contra o Irã, aumentando a tensão regional.
Rússia: Criticou o que chamou de “interferência externa” dos EUA.
Organizações civis: A Iran Human Rights (IHRNGO), com sede em Oslo, contabilizou 192 mortos desde o início dos protestos.
Israel: Observa os desdobramentos com atenção, diante da retórica hostil mantida pelo regime iraniano.
Motivos das manifestações
Econômicos: Inflação alta, desemprego, perda do poder de compra e impacto das sanções internacionais.
Políticos: Autoritarismo dos aiatolás, repressão violenta, bloqueio da internet e falta de liberdades civis.
Históricos: Ciclos de opressão desde o golpe de 1953 e a Revolução Islâmica de 1979, que alimentam a memória coletiva de resistência.
Censura e boicote: Perseguição a jornalistas e cidadãos que tentam divulgar informações sobre os protestos.
Cenários possíveis
Analistas apontam três caminhos principais para os próximos meses:
Escalada militar, caso haja intervenção externa.
Radicalização interna, com aumento da violência nas ruas.
Isolamento internacional, por meio de novas sanções econômicas.
Conclusão
A crise iraniana combina fatores econômicos, sociais e geopolíticos, colocando o regime dos aiatolás sob pressão inédita. O desfecho dependerá da postura do governo diante das reivindicações populares e da resposta da comunidade internacional. O boicote à imprensa e à liberdade digital amplia a gravidade da situação, dificultando a transparência sobre os acontecimentos no país.
Por Jorge Ramos – Redação VVB Sp News
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