Nova lei sancionada em 2026 é vista como ameaça às categorias, favorecendo empresários e gerando insegurança jurídica
Os sindicatos de jornalistas e radialistas não recebem com bons olhos a criação da profissão de multimídia. Segundo a matéria, tanto a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) quanto o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) consideram que a nova lei sancionada em janeiro de 2026 “ataca diretamente jornalistas e radialistas”, gera insegurança jurídica e favorece apenas os empresários do setor.
As entidades destacam que as funções atribuídas ao profissional multimídia já são exclusivas, por legislação específica, das categorias de jornalista e radialista. Além disso, criticam a ausência de definição sobre carga horária, registro e formação específica, interpretando a medida como uma tentativa de desregulamentar o trabalho das duas profissões.
O que faz um profissional multimídia
Segundo a legislação sancionada em janeiro de 2026, o profissional multimídia pode desempenhar atividades como:
Criação e produção de conteúdos digitais (sons, imagens, vídeos, textos, animações).
Captação e edição de áudio e vídeo.
Planejamento e gestão de projetos digitais e audiovisuais.
Programação e publicação em sites, portais, redes sociais e aplicativos.
Desenvolvimento de interfaces digitais, animações, jogos eletrônicos e publicações digitais.
Direção e gestão de conteúdos audiovisuais em plataformas online, emissoras de rádio e TV, agências de publicidade e produtoras.
Gestão de redes sociais e estratégias de comunicação digital.
Em resumo: para os sindicatos, o profissional multimídia representa uma ameaça às conquistas históricas das categorias, criando um “sombreamento legal” que fragiliza o exercício das atividades jornalísticas e radiofônicas.
Fonte Agência Brasil /por Jorge Ramos | Redação Vai Vendo Brasil







